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Mirelle Pinheiro

“Senhores e escravas”: PCERJ investiga rede de escravidão sexual de menores

A investigação aponta que o grupo produzia vídeos de abusos e usava o material para ameaçar as vítimas. Operação é deflagrada nesta quarta

28/10/2026 06:24, atualizado 28/10/2026 06:29
Material cedido ao Metrópoles
“Senhores e escravas”: PCERJ investiga rede de escravidão sexual de menores

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta quarta-feira (28/10), uma operação contra um esquema de escravidão sexual de adolescentes. Até a mais recente atualização desta matéria, seis suspeitos haviam sido presos.

Segundo a PCERJ, a investigação teve início em julho, com a prisão de um assessor parlamentar pelo estupro de vulnerável de uma adolescente de 16 anos, em Icaraí, Niterói. Na ocasião, os policiais apreenderam dois notebooks e celulares que, após serem analisados, contribuíram para a desarticulação do esquema criminoso.

A investigação expôs uma estrutura de produção de vídeos de pornografia envolvendo adolescentes, em esquema de escravidão sexual, na qual os autores se autodenominavam “senhores”, enquanto as vítimas eram tratadas como “escravas”.

De acordo com os elementos reunidos, os criminosos produziam registros audiovisuais de violência sexual e utilizavam o material para torturar e ameaçar as adolescentes com a divulgação das imagens.

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A Polícia Civil informou que o mecanismo de chantagem, associado a agressões físicas e psicológicas, era empregado para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos.

O caso chegou à 74ª Delegacia de Polícia (Alcântara) após a adolescente procurar a unidade, acompanhada dos pais, para denunciar as violências sofridas. A vítima relatou um cenário de humilhações e sofrimento extremo. 

A operação

A ação policial desta quarta (28) visa o cumprimento de mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão contra envolvidos em uma rede criminosa investigada por produzir vídeos de exploração sexual de menores, com registros de estupros coletivos, torturas, ameaças e chantagens.

As diligências contam com apoio de diversas unidades do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana.

A operação tem como objetivo aprofundar a análise das provas reunidas, esclarecer a participação dos envolvidos e identificar outras possíveis vítimas.