Mirelle Pinheiro

Saiba quem são os presos na operação contra o Banco Master

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo

atualizado

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Saiba quem são os presos na operação contra o Banco Master
1 de 1 Saiba quem são os presos na operação contra o Banco Master - Foto: Arte/Metrópoles

Sete pessoas foram presas durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18/11), com o objetivo de desmontar um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB).

A coluna apurou a identidade dos sete presos. São eles:

  • Daniel Bueno Vorcaro, presidente do Banco Master
  • Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia
  • Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria
  • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, que consta como um dos sócios do banco
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master
  • Henrique Souza e Silva Peretto, sócio da Cartos FintechCarga
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor da Tirreno e sócio da Cartos FintechCarga

A Cartos enviou nota de esclarecimento à coluna. “A Cartos informa que, em razão dos acontecimentos registrados nesta terça-feira, permanece integralmente à disposição das autoridades competentes, colaborando com todas as solicitações e prestando quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.”

A fintech afirmou que não mantém qualquer operação com o banco Master. “Embora a Cartos conste entre as instituições mencionadas no procedimento, é importante esclarecer que a empresa não é alvo da investigação, tampouco há qualquer imputação de irregularidade e reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a atuação ética e responsável em todas as suas atividades.”

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.

A PF ainda apreendeu carros de luxo, obras de arte, relógios de alto padrão e R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo durante o cumprimento dos mandados de busca.

Na casa de Augusto Lima, em São Paulo, os investigadores encontraram pilhas de dinheiro.

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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
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A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas

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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação

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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões

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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas

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A descoberta do esquema

A investigação teve início em 2024, após o Banco Central (BC) identificar irregularidades e acionar o MPF. O esquema, que resultou na prisão de Vorcaro e do banqueiro Augusto Lima, operava a partir da criação de carteiras de crédito insubsistentes.

De acordo com a PF, o modus operandi consistia na criação de títulos de crédito sem lastro real — papéis que, em tese, representavam dívidas que deveriam ser pagas pelo governo após decisões judiciais e direitos creditórios, mas que, na prática, não tinham existência comprovada ou não eram respaldados por documentação adequada.

Esses títulos fraudulentos, classificados como “inexistentes” ou “insubsistentes”, eram então vendidos a outras instituições financeiras.

Quebra de negociação

A operação também interrompeu, na prática, a negociação anunciada ontem pela Fictor Holding Financeira, que havia comunicado a intenção de comprar o Banco Master ao lado de investidores dos Emirados Árabes Unidos, com a promessa de um aporte inicial de R$ 3 bilhões.

Além disso, o banco já havia sido alvo de outra investigação envolvendo a tentativa de compra pelo BRB, transação que acabou vetada pelo Banco Central por falta de garantias financeiras.

Os próximos passos

A Justiça Federal autorizou o acesso a celulares, computadores e documentos apreendidos, e os investigadores afirmam que novas prisões e bloqueios não estão descartados.

Os alvos podem responder por gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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