
Mirelle PinheiroColunas

RS: criminosos articulavam ataques contra policiais e membros do MP
Dez pessoas foram presas nesta segunda-feira (17/11), e três veículos, drogas e aparelhos celulares apreendidos
atualizado
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Dez pessoas foram presas nesta segunda-feira (17/11), durante a Operação Sentinela, desencadeada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). A ação, voltada a desarticular o núcleo logístico e financeiro de uma organização criminosa ligada ao narcotráfico, também apreendeu três veículos, drogas e aparelhos celulares.
Segundo a investigação, integrantes do grupo planejavam ataques contra policiais e membros do Ministério Público. A organização movimentou cerca de R$ 3 milhões por meio de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro.
Ao todo, 70 agentes cumpriram 29 medidas cautelares, incluindo bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de veículos e mandados de busca e apreensão. Os alvos são gerentes da facção, sediada no Vale dos Sinos, que possuem ligação com líderes presos na Operação Borgata, deflagrada em 2019, quando mais de R$ 10 milhões foram sequestrados.
Modus operandi
O grupo utilizava o sistema financeiro para lavar dinheiro e inserir ativos ilícitos na economia formal por meio da compra de veículos. As movimentações eram estruturadas para dificultar o rastreamento, envolvendo pulverizações, “smurfings”, triangulações, fracionamento de valores, contas de terceiros e contas de passagem, além do uso de empresas.
Além da lavagem de dinheiro e organização criminosa, os suspeitos também são investigados por coação no curso do processo.
O delegado Alencar Carraro destacou que a operação atinge operadores da alta cúpula do narcotráfico gaúcho e reforça o combate a ameaças contra autoridades públicas. Já o delegado Carlos Henrique Wendt, diretor-geral do Denarc, afirmou que qualquer menção a atentados será apurada com rigor: “Os envolvidos serão exemplarmente responsabilizados nos termos da lei”.








