
Mirelle PinheiroColunas

“Rosto destroçado”: empresário morto pela PM temia por segurança no RJ
Familiares também sustentam que não houve reação por parte dos ocupantes do veículo e que não havia arma dentro do carro
atualizado
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O empresário de 29 anos que morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, pretendia sair da cidade temendo a falta de segurança.
Daniel Patrício Santos de Oliveira (foto em destaque) voltava de um pagode com três amigos quando o carro em que estava foi interceptado por policiais do 41º BPM (Irajá). Durante a ação, ele foi atingido por disparos e morreu ainda no local.
A quantidade de tiros não foi informada oficialmente pela corporação. No entanto, segundo relatos da família divulgados pela TV Globo e pelo jornal O Dia, Daniel teria sido atingido por 23 disparos.
A irmã da vítima afirmou que um dos tiros acertou a cabeça e descreveu a cena. “Desconfiguraram e destroçaram o rosto dele. Minha mãe não vai poder olhar para o meu irmão de novo”, disse.
Familiares também sustentam que não houve reação por parte dos ocupantes do veículo e que não havia arma dentro do carro.
Além da violência da abordagem, a morte interrompeu planos que estavam prestes a sair do papel. Segundo a família, Daniel se preparava para deixar o Rio de Janeiro em busca de mais segurança ao lado da companheira.
Morador da região há mais de duas décadas, o empresário mantinha uma loja de eletrônicos no bairro. Ele deixa esposa e uma filha de 4 anos.
Em nota, a Polícia Militar informou que a abordagem ocorreu durante patrulhamento de rotina e confirmou que um homem foi baleado na ação. A corporação disse ainda que a Delegacia de Homicídios da Capital foi acionada e que abriu um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes.
A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento e que diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio.
