Mirelle Pinheiro

“Ritual de boas-vindas” com tortura derruba direção de presídio

Um dos casos mais graves envolve a retirada forçada de um aparelho dentário com o uso de alicate

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Presídio Feminino de Luziânia. Brasília (DF), 18/12/2024. FOT
1 de 1 Presídio Feminino de Luziânia. Brasília (DF), 18/12/2024. FOT - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A rotina dentro da Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal, no Pará, entrou na mira da Justiça após uma sequência de denúncias que descrevem agressões físicas e psicológicas contra presos. O caso levou ao afastamento imediato da diretora do presídio e de outros 11 policiais penais.

A medida foi determinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Belém, que identificou indícios de que os episódios não eram isolados, mas parte de um padrão de violência dentro da unidade.

As investigações apontam que pelo menos 19 internos relataram ter sido alvo de abusos logo após darem entrada no sistema prisional, especialmente depois das audiências de custódia.

Violência como “recepção”

Os depoimentos reunidos no processo descrevem um cenário de agressões recorrentes. Segundo os relatos, alguns detentos teriam sido submetidos a técnicas de asfixia, além de espancamentos com instrumentos utilizados por agentes.

Também há menções a práticas como simulação de afogamento, uso de força excessiva e episódios de humilhação física.

Um dos casos mais graves envolve a retirada forçada de um aparelho dentário com o uso de alicate. Em outro relato, um idoso com 73 anos teria sido agredido por não conseguir cumprir ordens dentro da unidade.

Decisão judicial e afastamentos

Diante da gravidade dos indícios, a Justiça determinou o afastamento não apenas da diretora, mas também do coordenador de segurança e de outros agentes que atuavam no presídio. Todos devem permanecer fora das funções enquanto o caso é investigado.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que abriu procedimento na Corregedoria para apurar os fatos e que já cumpriu as determinações judiciais.

Segundo a pasta, o caso está sendo acompanhado e serão adotadas as medidas necessárias conforme o andamento das investigações.

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