Mirelle Pinheiro

Rioprevidência: quanto tinha na mala de dinheiro jogada do 30º andar. Veja vídeo

Em desdobramento de investigações sobre Banco Master, PF cumpriu mandados contra alvos ligados à Rioprevidência. Mala foi jogada da janela

atualizado

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Polícia Federal
Rioprevidência
1 de 1 Rioprevidência - Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em espécie dentro da mala arremessada pela janela de um apartamento no 30º andar durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta quarta-feira (11/2), em Santa Catarina.

O episódio ocorreu no momento em que agentes cumpriam mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a investigados no município de Balneário Camboriú.

Ao perceber a chegada da equipe policial, um dos ocupantes do imóvel tentou se desfazer da mala, jogando o objeto pela janela. Parte das cédulas se espalhou pela área externa do prédio.

O dinheiro foi rapidamente localizado e recolhido pelos policiais federais, que também apreenderam dois veículos de luxo, dois aparelhos celulares e diversos documentos durante a ação.

Segundo a PF, a ação tem como foco localizar e recuperar bens e valores ocultados após o avanço das investigações que miram um esquema de crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da Rioprevidência.

Desdobramento direto da prisão do ex-presidente

A terceira fase da operação é um desdobramento da investigação que levou à prisão do ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, na semana passada.

Para a PF, há indícios de que o ex-dirigente e pessoas próximas teriam atuado para ocultar patrimônio, apagar rastros digitais e remover documentos após a deflagração da primeira fase da operação, em janeiro.

Quase R$ 1 bilhão em investimentos sob suspeita

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.

Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a Rioprevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.

Segundo a PF, os papéis são considerados de alto risco, não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e seriam incompatíveis com o perfil conservador exigido para um fundo previdenciário.

O que a PF investiga agora

Com as novas apreensões, a Polícia Federal busca esclarecer:

  • quem autorizou as aplicações no Banco Master;
  • se houve pagamento de vantagens indevidas;
  • para onde foram direcionados recursos após a liquidação do banco; e
  • quem participou da ocultação de bens e valores.

 

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