Quem são os influenciadores presos por esquema de bets de R$ 84 milhões
Investigados não tinham ocupações lícitas declaradas, mas ostentavam viagens internacionais de luxo nas redes sociais, segundo a polícia

Os influenciadores presos nessa quinta-feira (8/10) durante operação da Polícia Civil da Bahia (PCBA) contra um esquema de jogos de apostas ilegais que movimentou R$ 84,8 milhões foram identificados como Erika Taisa da Silva Sampaio, Josivan Silva Ribeiro, Maria Luiza Barbosa Ribeiro e Vitor de Amorim Silva.
Eles foram localizados e presos na mesma residência, em Casa Nova (BA). Segundo a Polícia Civil, os investigados não tinham ocupações lícitas declaradas, mas exibiam, nas redes sociais, viagens internacionais de luxo, imóveis em condomínios fechados e frotas de veículos.
No perfil de Taisa, que acumula cerca de 7 mil seguidores, há registros de viagens para o exterior e passeios de quadriciclo.
Conforme apontam as investigações, os influenciadores utilizavam o alcance das publicações para atrair seguidores e apostadores para plataformas de apostas não autorizadas pelo Ministério da Fazenda.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroOs sites, segundo a polícia, estavam hospedados fora do domínio legal “.bet.br” e não tinham controles de idade ou mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.
“Para persuadir o público, divulgavam simulações de falsos ‘ganhos astronômicos’, links dinâmicos e falsas promessas de enriquecimento rápido”, explicou o delegado Thiago Pessoa.
A PCBA apura a exploração ilegal de jogos de azar, como apostas eletrônicas e slots clandestinos, além de associação criminosa e lavagem de capitais.
Operação
Durante a operação, os policiais apreenderam um automóvel, duas caminhonetes, dois quadriciclos, diversos reboques, uma estrutura automotiva de som de alta potência e quatro geradores de energia.
Os veículos foram avaliados em aproximadamente R$ 700 mil. O mais caro está avaliado em R$ 350 mil.
Também foram apreendidos uma pistola calibre .40, 26 munições do mesmo calibre, três carregadores, 30 munições calibre .36 e seis celulares.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de valores e o sequestro de bens relacionados à movimentação considerada atípica nos relatórios de inteligência financeira.










