Mirelle Pinheiro

Quem é o prefeito afastado por suspeita de direcionar milhões ao CV

Há suspeitas de que recursos públicos tenham sido desviados e direcionados ao financiamento da facção criminosa

atualizado

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Divulgação/Câmara Municipal
Edvaldo Neto (Avante)
1 de 1 Edvaldo Neto (Avante) - Foto: Divulgação/Câmara Municipal

O prefeito afastado do cargo por decisão da Justiça após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta terça-feira (14/4), é Edvaldo Neto (Avante) (foto em destaque). A medida foi tomada dois dias após ele vencer as eleições suplementares de Cabedelo (PB), realizadas no último domingo (12).

Nascido em Cabedelo, em 1988, o político também é advogado. Ele foi afastado do cargo por suspeita de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e ligação com o Comando Vermelho (CV).

Ele havia conquistado o cargo nas eleições suplementares realizadas no último domingo (12/4), depois de o então prefeito André Coutinho (Avante) ter sido cassado por também estar sendo investigado por suspeita de relação com facção criminosa.

Neto também já atuou como presidente da Câmara de Vereadores. No primeiro mandato, em 2020, conquistou uma cadeira como vereador, exercendo o cargo de 2021 até 2024.

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Ele havia conquistado o cargo nas eleições suplementares, no último domingo (12/4)
Prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante)
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Prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante)

Reprodução
Ele havia conquistado o cargo nas eleições suplementares, no último domingo (12/4)
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Ele havia conquistado o cargo nas eleições suplementares, no último domingo (12/4)

“Tropa do Amigão”

Segundo a investigação, um consórcio envolvendo políticos da alta cúpula municipal, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, ligada ao Comando Vermelho, teria movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.

De acordo com a PF, o esquema incluía a contratação de empresas vinculadas ao grupo criminoso, com infiltração de faccionados na estrutura da Prefeitura de Cabedelo.

As apurações indicam que contratos administrativos eram utilizados como instrumento para garantir influência política, controle territorial e até blindagem institucional. Também há suspeitas de que recursos públicos tenham sido desviados e direcionados ao financiamento da organização criminosa.

A investigação integra a Operação Cítrico, deflagrada nesta terça-feira (14/4) pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares.

Os envolvidos poderão responder por fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.

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