
Mirelle PinheiroColunas

Quem é o operador de pirâmide financeira que estampou camisa do Neymar
Ele é proprietário da Spritzer Consultoria Empresarial Eireli, companhia conhecida como JJ Invest
atualizado
Compartilhar notícia

O empresário apontado como um dos maiores operadores de esquema de pirâmide do país, que teve seu lucro impulsionado após ter o nome de sua marca estampada na camisa do jogador de futebol Neymar Júnior, é Jonas Spritzer Amar Jaimovick (foto em destaque). Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (4/3).
Jaimovick é dono da empresa Spritzer Consultoria Empresarial Eireli, conhecida como JJ Invest.
Ele é suspeito de coordenar um esquema de pirâmide financeira que teria causado prejuízo estimado em R$ 170 milhões a cerca de 3 mil investidores em todo o país. Entre as vítimas estariam artistas e ex-jogadores.
No fim de 2023, a empresa de Jaimovick foi multada em R$ 80 milhões pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por operação fraudulenta, administração irregular de carteira de valores mobiliários e criação de condições artificiais de demanda e oferta.
O nome dela circula na mídia desde pelo menos desde 2019, quando artistas como Sérgio Malandro e jogadores de times de futebol da primeira divisão.
A empresa também estampou uniformes de pelo menos 25 times, entre eles o Vasco.
Os golpes
A JJ Invest se apresentava como gestora de recursos especializada no mercado brasileiro de ações e prometia operações estruturadas com “risco zero” por meio de day trade, oferecendo rendimentos mensais entre 10% e 15%.
De acordo com a Polícia Civil, o modelo de negócio funcionava como um esquema de Ponzi — modalidade em que os rendimentos pagos aos primeiros investidores dependem da entrada de novos aportes. Somente na sede da DDEF, cerca de 60 vítimas já foram ouvidas, com prejuízo estimado em mais de R$ 30 milhões.
Ainda segundo a polícia, o empresário possui antecedentes por crimes contra o sistema financeiro nacional, falsidade ideológica, estelionato, organização criminosa e crimes contra a ordem tributária.
Após os procedimentos de praxe, o preso foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Delegacia de Defraudações orienta que possíveis vítimas procurem a especializada para formalizar denúncia.




