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Mirelle Pinheiro

Quem é o militar da Marinha que espancou mulher por “amar demais”

A vítima, de 38 anos, relatou aos policiais que foi atacada com socos, chutes, puxões de cabelo, mordidas e um golpe na cabeça

atualizado

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Marinha
1 de 1 Marinha - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O 2º sargento da Marinha do Brasil preso em flagrante, na madrugada desta sexta-feira (2/1), em Cuiabá, é Rafael da Cruz Fontoura, de 37 anos. Ele passou a ser investigado por uma sequência de agressões físicas, psicológicas e patrimoniais contra a ex-mulher dentro da residência do casal, no bairro Jardim Presidente 2, região do Coxipó da Ponte.

Fontoura foi identificado formalmente como o autor das agressões no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil do Mato Grosso, ao qual a coluna teve acesso.

A vítima, de 38 anos, relatou aos policiais que foi atacada com socos, chutes, puxões de cabelo, mordidas e um golpe na cabeça desferido com um pedaço de madeira.

Ela também afirmou ter sido arrastada pelo chão e submetida a insultos verbais durante a série de violência.

Segundo o registro oficial, além das agressões, o militar quebrou diversos objetos da casa.

Quando a equipe policial chegou ao local, encontrou a mulher em estado de choque, com hematomas visíveis no corpo e queixando-se de fortes dores na cabeça.

Tentativa de justificar a violência

Durante o atendimento da ocorrência e posteriormente em interrogatório, Rafael Fontoura negou inicialmente as agressões.

Em seguida, passou a admitir confronto físico, mas tentou inverter a responsabilidade, alegando que teria “perdido o controle” por questões emocionais ligadas ao relacionamento.

De acordo com o relato colhido pela polícia, o militar afirmou que agiu movido por sentimentos intensos e chegou a justificar a violência como consequência de “amar demais” a mulher.

Prisão em flagrante

Diante da materialidade das lesões e da narrativa da vítima, os policiais deram voz de prisão ao sargento, que foi encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.

O flagrante foi ratificado pelos crimes de lesão corporal consumada, violência doméstica e dano ao patrimônio.

O boletim também registra que a Capitania Fluvial de Cuiabá foi oficialmente comunicada sobre a prisão, conforme protocolo aplicado em casos envolvendo militares das Forças Armadas.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, e medidas protetivas em favor da vítima devem ser analisadas pelo Judiciário. A Marinha do Brasil ainda não se manifestou publicamente sobre eventuais providências administrativas.

Outro lado

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Mato Grosso (CFMT), informou que tomou conhecimento de prisão de militar da Marinha do Brasil em suposto caso de violência doméstica ocorrido em Cuiabá, no último dia 1 de janeiro.

“A CFMT esclarece que está colaborando com os órgãos responsáveis pela investigação no âmbito da Justiça Comum para a correta apuração dos fatos. Reforça, ainda, que não tolera qualquer conduta que afete a honra e o pundonor militar, e reitera seu firme repúdio a qualquer forma de violência.”

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