Quem é o deputado federal alvo da PF por contratos de R$ 200 milhões no RJ
Marcelo Queiroz (PSDB) já tinha sido alvo da primeira fase da Operação Castratio, deflagrada em maio de 2026
27/10/2026 09:53

O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (foto em destaque), do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), voltou a ser alvo da segunda fase da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (27/10). A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos de castração e esterilização de animais firmados pelo Governo do Rio de Janeiro, que somam cerca de R$ 200 milhões.
O escritório de advocacia de Queiroz é um dos endereços onde são cumpridos mandados de busca e apreensão. A coluna apurou que todos os alvos da ação têm vínculo com o deputado.
O parlamentar iniciou a trajetória política em 2012, como vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Antes disso, em 2022, foi secretário municipal de Administração do Rio e deputado estadual, eleito em 2018. No governo estadual, também comandou as secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura.
Nesta segunda fase, a PF cumpre cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigação
A Operação Castratio investiga a atuação de uma organização criminosa no âmbito da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA primeira fase da ação foi deflagrada em maio de 2026, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades em contratos firmados entre o governo estadual e uma empresa privada.
À época, Queiroz também estava entre os alvos. Ele foi abordado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, enquanto se preparava para embarcar para Brasília.
Durante a ação, a PF apreendeu carros de luxo, joias e valores em espécie, além do celular do parlamentar.
Entre as suspeitas estão direcionamento de contratos, superfaturamento e fraude em licitações. Segundo a PF, os materiais apreendidos na primeira etapa permitiram aprofundar as apurações e motivaram a nova fase da operação.
A investigação busca esclarecer a extensão da organização criminosa e as possíveis práticas ilegais. Os fatos apurados podem configurar crimes de peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das diligências.


