Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Quem é Cezinha de Madureira, deputado alvo da PF por tráfico de influência

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta segunda-feira (14/9). A esposa do parlamentar, Valéria Linhares também é alvo

14/09/2026 09:17, atualizado 14/09/2026 09:19
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Foto colorida de Cezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte - Metrópoles

Alvo da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14/9) para investigar um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é uma figura de influência entre parlamentares ligados ao segmento evangélico.

O parlamentar é da igreja Assembleia de Deus Madureira. Antes de ir para o PL, foi filiado ao PSD de Gilberto Kassab, sigla pela qual se elegeu para a Câmara em 2022.

O deputado também mantém proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Ele foi um dos principais articuladores da aprovação do nome de Mendonça no Senado, quando o ministro foi indicado ao Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Operação

Nesta segunda-feira, o deputado foi alvo de um dos quatro mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no Distrito Federal e em São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do STF, em decisão assinada em 5 de setembro.

A mulher do deputado, Valéria Rodrigues Linhares, também é alvo da operação. Ela está foragida desde agosto, quando tentou embarcar para Brasília pelo Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, levando R$ 510 mil em espécie na bagagem de mão. O dinheiro foi identificado por policiais durante a inspeção no raio-X e apreendido pela PF.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro

Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e acertado pagamentos que dependiam do resultado de processos em andamento. Em troca, alegavam que poderiam influenciar as decisões.

A PF ressalta que não encontrou elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário no esquema investigado.

A investigação começou em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. No decorrer das apurações, a PF encontrou indícios que levaram a essa nova frente sobre a suposta negociação de influência em processos judiciais.

Os investigadores apuram possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.