
Mirelle PinheiroColunas

Quadrilha usava “viaturas falsas” para traficar toneladas de drogas
De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de 1,4 tonelada de maconha e 150 quilos de cocaína, sempre com falsas viaturas
atualizado
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta terça-feira (2511), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em transportar grandes cargas de drogas utilizando veículos maquiados como carros oficiais. Os mandados são cumpridos em cidades do Paraná e de Santa Catarina.
De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de 1,4 tonelada de maconha e 150 quilos de cocaína, sempre adotando a mesma estratégia, carros batedores, placas falsas e automóveis caracterizados com símbolos de órgãos públicos, como se fossem viaturas em serviço.
O caso que deu origem a apuração ocorreu em junho, quando a PRF encontrou 762 kg de maconha em um carro adulterado com identidade visual da Polícia Científica do Paraná. O motorista desobedeceu a ordem de parada e abandonou o veículo em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba.
A investigação conectou pelo menos quatro outros carregamentos feitos com veículos adulterados:
• Abril – Guarapuava: apreensão de 562 kg de maconha em carro com placas falsas e falsos símbolos do Poder Executivo federal. O batedor também foi localizado.
• Maio – PR: quadrilha usou outro carro disfarçado como viatura do Instituto de Criminalística para cruzar o estado em comboio.
• Agosto – Guarapuava: PRF apreendeu 153 kg de cocaína e celulares em caminhonete estilizada com logotipos falsos da Receita Federal. Dois paraguaios foram presos.
• 3 de novembro – Assis Chateaubriand: apreensão de mais de 1 tonelada de maconha em caminhonete com placas falsas e identificação falsificada da Itaipu Binacional.
Ao todo, a operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu (PR), além de Joinville (SC).
A PCPR destaca que o grupo possuía logística profissionalizada, dos veículos caracterizados aos trajetos planejados, e atuava de forma repetitiva, como uma “linha de produção” do tráfico entre fronteira e centros urbanos do estado.
