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Mirelle Pinheiro

Quadrilha que vende carros alugados é alvo de operação no Rio

Segundo a Polícia Civil, grupo desviava veículos de locadora, adulterava sinais identificadores e os revendia a lojistas e compradores

07/08/2026 07:23, atualizado 07/08/2026 07:25
Material cedido ao Metrópoles
Quadrilha que vende carros alugados é alvo de operação no Rio

Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes com veículos de locadora foi alvo de operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) nesta sexta-feira (7/8).

Batizada de Operação Loki, a ação policial foi deflagrada por policiais civis da 41ª Delegacia de Polícia (Tanque). Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, com apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em janeiro deste ano e apontam que o grupo desviava veículos alugados e os inseria no mercado como se fossem de origem regular.

Os carros eram comercializados como se estivessem em situação regular, levando lojistas e compradores de boa-fé a adquirir veículos com pendências de locação ou com chassi e motor adulterados. 

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O esquema

A investigação apontou que o esquema era dividido em etapas. Inicialmente, os suspeitos teriam criado uma empresa de fachada, registrada em nome de um “laranja”, para firmar dezenas de contratos de locação com a empresa vítima.

Em seguida, pessoas eram recrutadas por meio de anúncios em redes sociais e recebiam pagamento para retirar os veículos nas unidades da locadora.

Depois, os carros eram repassados a agências e intermediários. Parte dos veículos tinha os sinais identificadores adulterados antes de ser revendida como se estivesse em situação regular.

As investigações também identificaram um esquema de ocultação dos valores obtidos com as vendas.

Conforme a polícia, os investigados utilizavam contas bancárias de terceiros e outra empresa de fachada para movimentar e pulverizar o dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos.

A apuração ainda aponta o envolvimento de um adolescente de 16 anos, que teria sido aliciado para emprestar sua conta bancária ao grupo criminoso.

O nome Operação Loki faz referência ao personagem da mitologia nórdica associado ao engano e à dissimulação, em alusão ao uso de empresas de fachada, “laranjas” e adulteração de veículos para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.