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Mirelle Pinheiro

PT aciona PGR contra Mario Frias por suspeita de rachadinha

O anúncio ocorre após vir a público que uma ex-assessora do deputado teria realizado pagamentos pessoais ligados à família de Mario Frias

23/05/2026 16:54, atualizado 23/05/2026 16:56
Divulgação
Mário Frias

A Bancada do Partido dos Trabalhadores (PT)  na Câmara dos Deputados anunciou que vai apresentar uma notícia de fato à Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma representação ao Conselho de Ética da Câmara contra o deputado federal Mario Frias (PL).

O partido informou que a iniciativa ocorre após a divulgação de comprovantes que, segundo parlamentares petistas, apontam indícios de prática de “rachadinha” no gabinete do deputado.

De acordo com as informações divulgadas na imprensa, uma ex-funcionária do gabinete teria pago a fatura do cartão de crédito da esposa de Frias, realizado transferências via Pix para a mãe do parlamentar e enviado valores ao então chefe de gabinete. 

Para a bancada, os elementos sugerem possível desvio de salários de assessores e uso privado de recursos relacionados à atividade parlamentar.

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Além da denúncia sobre suposta “rachadinha”, os petistas também pedem investigação sobre uma emenda parlamentar destinada ao filme Dark Horse. Segundo a representação, haveria indícios de lavagem de dinheiro em operações envolvendo Brasil e Estados Unidos.

Outro ponto citado envolve uma viagem realizada por Mario Frias ao Bahrein sem autorização prévia da Mesa Diretora da Câmara. Segundo o documento, a viagem teria ocorrido em meio ao envio de uma intimação do ministro Flávio Dino para que o deputado prestasse esclarecimentos sobre o caso.

A bancada argumenta que a conduta pode ferir o artigo 228 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que exige comunicação prévia em casos de ausência do país, incluindo informações sobre motivo e período do afastamento.

No texto da representação, os parlamentares também fazem referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que já foi investigado no caso Queiroz, relacionado a suspeitas de rachadinha, lavagem de dinheiro e desvio de salários de assessores.

Os deputados do PT afirmam que os novos fatos apontam para um “método” de atuação política e financeira ligado a integrantes da direita brasileira.

A bancada ainda citou os áudios nos quais Flávio Bolsonaro e Mario Frias mencionariam o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

“Para a Bancada do PT, os fatos revelam um método: a extrema direita posa de moralista, mas aparece, de novo, cercada por escândalo de corrupção e relações financeiras subterrâneas com o ecossistema do Banco Master”, finaliza o anúncio.