Mirelle Pinheiro

Promotora do MP reage a abordagem do Exército: “Você não é autoridade”. Veja vídeo

Vídeo mostra discussão durante bloqueio da Operação Ágata 2026, ocorrida em ramal de Plácido de Castro (AC)

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Promotora do MP
1 de 1 Promotora do MP - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Imagens obtidas pela coluna mostram o momento em que uma promotora de Justiça do Ministério Público do Acre (MPAC), identificada como Patrícia Paula, reage a uma abordagem do Exército Brasileiro ocorrida na zona rural de Plácido de Castro, no interior do Acre.

O episódio ocorreu na noite do dia 30 de abril, por volta das 22h40, no Ramal Novo Horizonte. Na ocasião, militares do Exército realizavam a Operação Ágata 2026 na região da fronteira, com foco no combate a crimes transfronteiriços e ambientais, como garimpo ilegal, contrabando e tráfico.

Durante a ação, o veículo conduzido pela promotora foi parado em um bloqueio. Após isso, Patrícia Paula desce do carro e questiona a legalidade da ação.

“Não tem preparo para abordar, não tem autorização, vocês não estão juntos. Está com a ordem de quem?”, pergunta a promotora em um dos trechos da gravação.

Na sequência, um soldado que participava da operação tenta explicar o objetivo da fiscalização, mas a conversa é interrompida quando um militar do Exército se apresenta como responsável pela ação.

A promotora então responde: “Estou falando com autoridade, você não é autoridade.”

Operação

A abordagem ocorreu no contexto da Operação Ágata 2026, coordenada pelo Ministério da Defesa e pelo Comando Conjunto Harpia, com apoio do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) e da Polícia Militar do Acre.

De acordo com a legislação brasileira, o Exército possui poder de polícia na faixa de fronteira, área de 150 quilômetros ao longo das divisas terrestres do país. A prerrogativa é prevista na Lei Complementar nº 97/1999, posteriormente ampliada pelas Leis Complementares nº 117/2004 e nº 136/2010.

Na prática, a norma autoriza militares das Forças Armadas a realizarem patrulhamento, revistas em pessoas e veículos, além de prisões em flagrante durante operações de repressão a crimes na região da fronteira.

A coluna tentou contato com o Ministério Público do Acre, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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