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Mirelle Pinheiro

Professor de música é indiciado por assediar três alunas da UFMT

Docente de universidade pública de Cuiabá (MT) é investigado por crimes contra três mulheres ligadas a projetos acadêmicos e musicais

27/07/2026 15:17, atualizado 27/07/2026 15:35
Divulgação/PCMT
Professor de música é indiciado por assediar três alunas da UFMT

Um professor universitário e maestro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), identificado como Oliver Yatsugafu, de 47 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) por assédio sexual e constrangimento ilegal contra três mulheres vinculadas a uma universidade pública de Cuiabá (MT).

O primeiro inquérito apurou um caso de assédio sexual que teria como vítima uma estudante de música, de 21 anos, participante de um projeto de extensão coordenado pelo investigado.

Segundo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, durante as diligências foram ouvidos familiares, colegas da vítima e outras pessoas ligadas ao ambiente universitário.

Os depoimentos, de acordo com a polícia, confirmaram o relato de abalo emocional da estudante e apontaram comportamentos considerados invasivos e abordagens diferenciadas por parte do professor.

O investigado negou as acusações. Ainda assim, a Polícia Civil concluiu haver elementos que indicam, em tese, a prática do crime de assédio sexual, e realizou o indiciamento.

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Outro caso

O segundo inquérito teve como vítimas duas musicistas, de 23 e 39 anos. Conforme a investigação, elas foram chamadas pelo professor para uma reunião, em novembro de 2025, antes de um ensaio realizado no Departamento de Artes da universidade.

Durante o encontro, o docente teria pedido que as mulheres convencessem à estudante do primeiro caso a retornar às atividades do projeto musical.

Ainda segundo a polícia, no decorrer da conversa, o professor teria se posicionado em frente à porta da sala, impedindo que as duas deixassem o local por cerca de três minutos.

Após conseguirem sair, as vítimas buscaram abrigo em outro espaço da universidade, onde foram encontradas nervosas e emocionalmente abaladas.

Em depoimento, o professor negou ter restringido a liberdade das musicistas e afirmou que a reunião tratava apenas de assuntos relacionados ao projeto musical.

Nesse caso, ele foi indiciado pelo crime de constrangimento ilegal.

Os dois inquéritos foram concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar o caso e decidir sobre as medidas cabíveis.