Presos dão “mata-leão” em policial, fogem de presídio e são recapturados.
Holandês que já esteve na lista da Interpol e colombiano condenado por matar policial tiveram fuga frustada no Complexo de Gericinó, no RJ

Dois presos fugiram do Presídio Joaquim Ferreira de Souza — também conhecido como Bangu 8 —, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde desse sábado (26/9). Os dois renderam um policial penal e pularam o muro da unidade, mas foram recapturados pouco depois, ainda dentro do complexo.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), o agente não ficou ferido. Os presos foram identificados como o holandês Gerel Lusiano Palm e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez.
De acordo com as informações, os dois teriam aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” em um policial que estava de serviço pelo Regime Adicional de Serviço (RAS).
Em seguida, os presos teriam ido para a parte de trás da unidade e descido usando uma “tereza” — uma corda improvisada. Depois, pularam para uma área externa com acesso ao lixão.
Em nota, a Seppen informou que a Corregedoria da corporação vai instaurar procedimento para apurar todos os fatos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroQuem são os presos
Gerel Lusiano Palm foi preso pela Polícia Federal (PF) em 2021, aos 38 anos, em um apartamento na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste do Rio.
Na época, o nome do holandês constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol por uma tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Ele também era procurado por tráfico internacional de drogas.
Palm havia sido condenado pelo tribunal de Oost-Brabant, na Holanda, em 14 de janeiro de 2021, a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo. Ele também respondia a outro processo por um homicídio ocorrido em 2015.
Segundo as informações divulgadas na época da prisão, o holandês também era procurado pela DEA, agência antidrogas dos Estados Unidos, por suspeita de envolvimento com tráfico internacional de drogas.
Após ser preso, foi levado para o sistema penitenciário do Rio de Janeiro, onde aguardava a extradição para a Holanda.
Já Juan Estebán Avendaño Perez, de nacionalidade colombiana, foi condenado a 40 anos de prisão na Colômbia pela morte de um policial. Ele também é apontado como suspeito de ligação com o Cartel de Medellín.









