Presidente da OAB diz que Lula tentou criminalizar advocacia em debate.
Durante debate presidencial, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre sua atuação na defesa do policial acusado de matar uma menina de 5 anos

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, criticou, nesta segunda-feira (19/10), as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da Band com Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido nesse domingo (18/10). Segundo ele, os questionamentos sobre a atuação de Flávio na defesa do policial acusado de matar uma criança de 5 anos com um tiro de fuzil foram uma tentativa de criminalizar a advocacia.
Durante sessão, Simonetti leu nota analisando as falas de Lula e repudiando o que chamou de desrespeito com a categoria.
“Um desrespeito, e aqui não deixo de afastar a Ordem das questões da equidistância político-partidária, mas, na noite de ontem, no debate presidencial, o candidato Lula, por mais de uma vez, instigou Flávio Bolsonaro a se manifestar sobre tema que chegou ao conhecimento deste Conselho Federal: sua atuação na qualidade de advogado na impetração de um habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi concedida.”
Simonetti afirmou que, após algumas investidas do candidato Lula, Flávio teria afirmado: ‘Não criminalize a advocacia’”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro“Embora a OAB se mantenha distante de toda e qualquer política partidária, não pode permanecer silente diante de tentativa de criminalização da advocacia em rede nacional. A manifestação é necessária porque o debate político não pode diminuir, desqualificar ou converter em instrumento ideológico o exercício da advocacia, que deve ser respeitado e defendido em todo o tempo e sob quaisquer circunstâncias.”
Ele afirmou que a OAB repudia qualquer tentativa de criminalizar a categoria, independentemente de sua origem.
O presidente da OAB finalizou o pronunciamento salientando que sua manifestação “se compromete com a expressão da luta permanente da Ordem em defesa da classe, das prerrogativas profissionais, e não deve ser utilizada para exploração eleitoreira”.


