
Mirelle PinheiroColunas

Policial baleado por PM tem órgãos dilacerados: “Nunca vi algo assim”
Rafael Moura foi atingido três vezes, na noite da última sexta-feira (11/7), por um policial militar da Rota
atualizado
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A coluna teve acesso a um áudio em que um policial atualiza o estado de saúde de Rafael Moura, o investigador da Polícia Civil do estado de São Paulo (PCESP), baleado por agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, na noite de sexta-feira (11/7).
Na mensagem, o homem, que não foi identificado, diz que falou com um médico-cirurgião que submeteu Rafael a um procedimento e que, “infelizmente, as notícias não são boas.”
“O estado dele é gravíssimo. Ele sofreu duas perfurações no abdômen que, segundo cirurgião, causaram um estrago muito importante: destruiu o pâncreas e a veia cava (responsável por levar sangue desoxigenado ao coração para receber oxigênio)”, lamentou o colega de farda de Rafael.
Segundo o amigo, o médico responsável pela cirurgia ainda ressaltou que a situação do policial é extremamente delicada e que ele corre risco. “Ele disse que a chance do nosso irmão sobreviver é mínima. Mas enquanto tiver um por cento a gente vai lutar por ele”, declarou.
O amigo ainda relatou que após o procedimento cirúrgico o abdômen do policial teve de continuar aberto. “Eles conseguiram estancar todo o sangramento, mas em contrapartida, o pâncreas foi destruído, perfurou o rim, baço. O médico falou que em todo esse tempo de medicina, ele nunca viu um estrago de uma munição tão letal.”
O áudio é finalizado com o policial pedindo para que os colegas orem a Deus para que conforte a esposa e toda a família do policial, que está desolada.






