Mirelle Pinheiro

Policiais são acusados de burlar sistema para o tráfico na cadeia

Investigações apontam que os policiais inseriam dados falsos no controle de monitoramento penitenciário

atualizado

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Divulgação/MPRS
Gaeco MPRS
1 de 1 Gaeco MPRS - Foto: Divulgação/MPRS

Três policiais penais foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeco/MPRS), junto com outras 14 pessoas, por participação em organização criminosa. Foi solicitado, ainda, o afastamento das funções e perda do cargo.

As investigações da Operação Madrinha, deflagrada em dezembro do ano passado, apontaram que os denunciados integravam um esquema voltado a facilitar a entrada de drogas e celulares, entre outros ilícitos, em estabelecimentos prisionais, bem como, a circulação de pessoas não autorizadas no interior das cadeias.

Tudo ocorria com a participação direta de integrantes da organização criminosa e colaboração de servidores públicos. Segundo a denúncia, os policiais atuavam na condição de garantir vantagens ao grupo, inclusive mediante inserção de dados falsos no controle de monitoramento penitenciário.

A denúncia apresentada nessa quinta-feira (15/1) pelos promotores de Justiça Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes envolve crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, favorecimento real qualificado, falsidade ideológica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A operação

Deflagrada pelo Gaeco em 11 de dezembro de 2025, a Operação Madrinha teve como alvo uma organização criminosa que atuava em presídios do Rio Grande do Sul, facilitando a entrada de drogas, celulares e outros itens ilícitos.

A ação ocorreu em São Luiz Gonzaga, Ijuí e Santiago, resultando na prisão de dois policiais penais, uma ex-apenada e um detento, além de duas prisões em flagrante.

À época, foram cumpridos 17 mandados de busca, com apreensão de armas, drogas, dinheiro, celulares e veículos. A operação mobilizou 27 investigadores do Gaeco e 32 policiais militares, além de 73 integrantes do Grupo de Ações Especiais (Gaes) e da Corregedoria da Polícia Penal.

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