Mirelle Pinheiro

Policiais e ex-piloto da Fórmula Truck: os presos envolvidos com o PCC

Um dos presos por lavagem de dinheiro e corrupção é Roberval Andrade, piloto que já foi campeão na Fórmula Truck

atualizado

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PF/Divulgação
Helicóptero e R$ 12 milhões ligam policiais de SP a esquema de propina
1 de 1 Helicóptero e R$ 12 milhões ligam policiais de SP a esquema de propina - Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (25/6), três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão contra um grupo suspeito de corrupção e vazamento de informações sigilosas envolvendo policiais e particulares.

Um dos presos por lavagem de dinheiro e corrupção é Roberval Andrade, piloto que já foi campeão na Fórmula Truck. Também foram capturados pela PF os investigadores da Polícia Civil Sérgio Ribeiro, do Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), e Marcelo Marques de Souza, vulgo Bombom, do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), que já havia sido detido.

A ação, que ocorre no âmbito da Operação Augusta, é realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo e conta com o apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Policia Civil do Estado de São Paulo.

As apurações indicam que os investigados atuavam para favorecer ilegalmente pessoas investigadas em inquéritos criminais, mediante o pagamento de vantagens indevidas.

Entre os crimes apurados estão o arquivamento irregular de procedimentos policiais, o repasse clandestino de informações protegidas por sigilo e a intermediação ilícita e apresentação de documentos falsos para a restituição de bens apreendidos.

Um dos episódios investigados envolve a tentativa de restituição de um helicóptero modelo Augusta AW109 do Primeiro Comando da Capital  (PCC)– fato que deu origem ao nome da operação. A aeronave, avaliada em alto valor, foi bloqueada pela Justiça junto a outros bens e recursos que podem somar R$ 12 milhões.

Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, quebra de sigilo bancário e advocacia administrativa. As investigações seguem em andamento sob sigilo.

Operação Tacitus
A ação é um desdobramento da Operação Tacitus, ação que investiga a execução do delator Vinícius Gritzbach, em 8 de novembro de 2024, no aeroporto de Guarulhos. O esquema criminoso envolveria manipulação e vazamento de investigações policiais, venda de proteção a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de lavagem de dinheiro para a organização criminosa.

Todos os alvos da Operação Tacitus teriam sido delatados por Gritzbach, por envolvimento em corrupção.  Conforme o Ministério Público, “os investigados, de acordo com suas condutas, vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais, cujas penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão”.

O nome Tacitus foi escolhido pela PF por significar, em latim, “silencioso” ou “não dito”, em referência ao modo de atuar da organização criminosa.

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