Polícia prende financiador do tráfico que mandava fuzis para a Rocinha.
Segundo a investigação, o arsenal saía do Rio Grande do Sul com destino à comunidade localizada no Rio de Janeiro

Uma operação conjunta das Polícias Civis do Rio de Janeiro (PCERJ) e do Rio Grande do Sul (PCRS) prendeu, nesta quarta-feira (5/8), Alexandre Albara, investigado por integrar um esquema responsável pela aquisição e pelo transporte de fuzis do território gaúcho para a comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio.
Contra o suspeito havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro pelos crimes de organização criminosa armada e comércio ilegal de arma de fogo.
Segundo a corporação, Alexandre ajudava a custear o transporte dos armamentos e prestava suporte à logística do grupo, utilizando conhecimentos ligados à preparação e à manutenção de veículos.
A investigação teve início após uma apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em abril de 2024, em Seropédica (RJ).
Na ocasião, os policiais encontraram dois fuzis calibre 7,62, uma espingarda calibre 12, além de 15 carregadores de fuzil, dois carregadores de espingarda e 50 munições calibre 7,62.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroDe acordo com a polícia, o arsenal havia saído do Rio Grande do Sul e seria entregue a criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) que atuam na Rocinha.
Investigação
A partir da apreensão, os investigadores analisaram dados telemáticos, comunicações digitais, transferências financeiras, registros bancários e vínculos entre contas, aparelhos celulares e usuários. Também reconstruíram o trajeto percorrido pelos investigados, além da dinâmica de compra, ocultação, transporte e entrega das armas.
As apurações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre financiadores, intermediadores, transportadores e operadores logísticos.
Segundo a investigação, o grupo utilizava linguagem cifrada, pagamentos fracionados, contas de terceiros e veículos adaptados para esconder os armamentos, além de monitorar barreiras policiais ao longo da rota entre os dois estados.
Quatro investigados continuam foragidos e todos têm mandados de prisão preventiva expedidos no âmbito da investigação. São eles:
- Deivisson Nunes Gonçalves, conhecido como “Fê” ou “Têta”;
- Renato de Souza Ferreira, o “Renatinho”;
- Marcelo Ferreira Lima, o “Cabelinho”;
- Felipe de Souza dos Santos, conhecido como “Paquito”.
A prisão foi realizada em uma ação coordenada entre a Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Desarme), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.





