Polícia pede internação de sargento da Marinha que matou vizinho
A polícia indiciou Guilherme Augusto Rodrigues por homicídio qualificado. A mãe do militar também foi indiciada por omissão

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pediu a internação provisória do sargento reformado da Marinha Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos, investigado por matar o vizinho Carlos Alberto dos Santos (foto em destaque), de 61 anos. O militar foi indiciado por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, enquanto a mãe dele, de 53 anos, que era sua curadora judicial, também foi indiciada por omissão.
O crime ocorreu em 14 de julho, em um condomínio localizado na zona rural de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Conforme a investigação, Carlos Alberto foi atingido por um disparo de revólver calibre .22. A arma utilizada no crime e munições foram apreendidas durante as diligências.
“Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas e reunidas imagens de câmeras de segurança que registraram a dinâmica do crime”, informou a corporação.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroGuilherme foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) logo após atirar contra o homem dentro do condomínio onde ambos moravam.
Segundo familiares da vítima, Carlos Alberto e o militar mantinham desentendimentos havia cerca de dois anos. Ainda de acordo com os parentes, o vizinho registrou cinco boletins de ocorrência contra Guilherme antes de ser morto.
No dia do crime, ele chegou a ser socorrido ao Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos.
Um dia após o ocorrido, a Justiça converteu a prisão em flagrante do sargento em preventiva durante audiência de custódia.
Na ocasião, a defesa pediu que o militar respondesse ao processo em liberdade para dar continuidade ao tratamento de saúde mental, mas o pedido foi negado. A Justiça também autorizou a transferência dele para uma unidade prisional da Marinha, no Rio de Janeiro.
Após a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.





