Mirelle Pinheiro

Polícia desarticula monopólio da internet criado pelo Comando Vermelho

As investigações apontam que provedores clandestinos, com apoio da facção, estavam impondo seus serviços por meio de coação

atualizado

metropoles.com

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Sinal de wi fi nas comunidades
1 de 1 Sinal de wi fi nas comunidades - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (24/6) uma operação para desmantelar um esquema criminoso de controle forçado da oferta de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV). A ação, coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e pela 21ª DP (Bonsucesso), com apoio da Core e de outras unidades do DGPE, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo e Cabo Frio.

As investigações apontam que provedores clandestinos, com apoio da facção, estavam impondo seus serviços por meio de coação, sabotagem tecnológica e uso de equipamentos furtados. Entre as empresas envolvidas estão a Inovanet Telecom, a Networking Telecom e a S1 Telecom, que atua sob o nome comercial de “Fibra Rio”.

De acordo com os investigadores, os criminosos sabotavam redes concorrentes, ameaçavam moradores e comerciantes, e atuavam com veículos descaracterizados. Em Jardim Primavera, na Baixada Fluminense, agentes flagraram operários destruindo cabos de fibra óptica de empresas legítimas. Já na Praça Seca, na Zona Oeste, a Fibra Rio foi filmada patrulhando a região após forçar a retirada de outros provedores.

Em um dos alvos da operação, a polícia encontrou um depósito clandestino com equipamentos de rede furtados e peças automotivas de origem suspeita. Também foram identificados veículos comprados em leilões de seguradoras, usados para dificultar o rastreamento e camuflar a atuação criminosa.

O esquema tinha uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre quem executava os cortes nas redes rivais, quem fazia a logística e quem controlava os territórios. Os crimes investigados incluem formação de organização criminosa, sabotagem de serviços de telecomunicação, receptação e lavagem de dinheiro.

A atuação do grupo causava prejuízos diretos à população, impedindo o acesso a serviços básicos de conectividade, fundamentais para educação, trabalho e acesso à informação. Além disso, ao eliminar a concorrência, os criminosos impunham preços altos e serviços de baixa qualidade, fora de qualquer regulação.

 

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