PM é preso 22 anos após matar delegado durante troca de tiros em festa
Georges Aubert dos Santos se apresentou no 2º Batalhão de Polícia Militar de Juazeiro do Norte. Ele havia sido condenado em 2016

O tenente da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Georges Aubert dos Santos Freitas foi preso nessa terça-feira (25/8) após se apresentar espontaneamente no 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), em Juazeiro do Norte (CE). Ele foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado Jorge Ferreira Mendes, ocorrido durante uma discussão em uma festa.
Segundo a corporação, a apresentação ocorreu em cumprimento a uma determinação judicial expedida pela Comarca de Jaguaribe. Após os procedimentos administrativos, o policial foi encaminhado ao Presídio Militar, em Fortaleza, onde ficará à disposição da Justiça.
O crime ocorreu na madrugada de 4 de julho de 2004, no parque de vaquejadas de Nova Jaguaribara. Na ocasião, Georges comandava 33 policiais responsáveis pelo reforço da segurança da festa.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), por volta das 2h, o então tenente foi até a mesa onde o delegado Jorge Ferreira estava com amigos, acompanhado de cinco policiais. O PM já tinha uma desavença com o delegado e passou a ofendê-lo.
As ofensas continuaram até que Jorge sacou a arma e atirou contra o tenente, atingindo-o no braço direito. Houve uma troca de tiros, e três pessoas ficaram feridas, entre elas o delegado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAinda segundo o MPCE, depois dos disparos, Jorge foi algemado pelos policiais comandados por Aubert, agredido e colocado em uma viatura. O delegado foi levado ao hospital, mas morreu.
Condenação
Em abril de 2009, o Juízo da Comarca de Jaguaribe proferiu sentença de pronúncia contra Aubert e o soldado Antônio Waderlon de Sousa, que conduziu o veículo que levou o delegado ao hospital.
Os dois recorreram ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), mas, em 2010, a Corte manteve a decisão que determinava que eles fossem julgados pelo Tribunal do Júri.
Em novembro de 2016, o Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri de Fortaleza condenou Georges e absolveu Antônio Waderlon.
A pena do tenente foi fixada em 13 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. Também foi determinada a perda do cargo na Polícia Militar.





