Mirelle Pinheiro

PM e ex-esposa são suspeitos de esquartejar e queimar vendedor

Segundo o inquérito, tudo começou quando a mulher anunciou venda de um carro. Um golpista se apropriou do anúncio e passou a enganar vítima

atualizado

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Divulgação/Polícia Civil de Roraima
Imagem colorida da operação da Polícia Civil de Roraima - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida da operação da Polícia Civil de Roraima - Metrópoles - Foto: Divulgação/Polícia Civil de Roraima

O tenente da Polícia Militar de Roraima, Cleonio Santos da Silva, de 51 anos, e a sua ex-esposa são investigados por envolvimento na execução cruel do vendedor Luiz Eduardo Peixoto Araújo, de 34 anos, encontrado carbonizado e mutilado em uma região de lavrado na zona Oeste de Boa Vista, em fevereiro de 2018.

Nesta terça-feira (8/7), a Delegacia Geral de Homicídios (DGH) da Polícia Civil de Roraima deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra os dois suspeitos, que tiveram os sigilos telefônicos e de redes sociais quebrados por ordem judicial.

As investigações indicam que a mulher teria sido a mandante do crime, após um desentendimento com Luiz Eduardo, e que o tenente Cleonio teria executado o homicídio.

Segundo o inquérito, tudo começou quando a mulher anunciou a venda de um carro. Um golpista se apropriou do anúncio e passou a enganar vítimas, entre elas Luiz Eduardo, que enviou R$ 3 mil acreditando estar comprando o veículo.

Ao perceber o golpe, Luiz passou a pressionar a mulher, que alegava não ter recebido o dinheiro nem saber do esquema.

A troca de mensagens entre Luiz e a ex-mulher se intensificou, com ameaças de ambos os lados. A mulher relatou o caso a Cleonio, então seu marido, que teria dito que ia dar um jeito no caso. Horas depois, Luiz desapareceu. O corpo foi localizado em estado avançado de carbonização, com sinais de mutilação.

No local do crime, a perícia encontrou uma cápsula de munição calibre .40, de uso restrito das forças de segurança, compatível com os ferimentos da vítima. O indício reforçou a suspeita de envolvimento de um agente público na execução.

Durante o inquérito, a Polícia Civil encontrou diversas inconsistências nos depoimentos de Cleonio e e a ex-mulher. O tenente alegou estar participando de um curso da corporação no dia do crime, mas os registros desapareceram ou não puderam ser confirmados.

A polícia também detectou movimentações suspeitas em linhas telefônicas dos dois logo após o homicídio e ao longo das investigações, sugerindo tentativa de obstrução da Justiça.

Cleonio já é réu em outro processo, acusado de invadir uma fazenda e intimidar o ex-marido de sua atual companheira usando estrutura da Polícia Militar, em março de 2024. Ele também responde por denúncias de tortura e lesão corporal.

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