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Mirelle Pinheiro

PF investiga servidores por fraudes e corrupção em prefeitura da BA

A Justiça determinou o bloqueio de veículos, imóveis e outros bens até o limite de R$ 2 milhões. Operação ocorreu nesta quinta (13/8)

13/08/2026 11:17, atualizado 13/08/2026 11:24
Divulgação/Polícia Federal (PF)
Imagens coloridas mostram agente com colete preto da Polícia Federal avaliando material apreendido

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (13/8), 33 mandados de busca e apreensão em investigação sobre possível esquema criminoso envolvendo contratações públicas no município de Gongogi, na Bahia (BA), inclusive com o uso de recursos federais.

A diligência policial apura a possível atuação de grupo criminoso formado por agentes públicos e particulares que teria envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), integra a segunda fase da Operação Pacto Infame. A ofensiva foi deflagrada nos municípios baianos de Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis.

Os elementos reunidos até o momento indicam possível direcionamento de licitações, uso de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos, pagamentos por serviços não executados ou executados parcialmente e movimentação de valores desviados por meio de “laranjas” e empresas.

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Além de documentos e mídias, a decisão judicial autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados.

Também foram determinadas medidas cautelares patrimoniais, com o bloqueio e a indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens até o limite de R$ 2 milhões.

O material apreendido será analisado pela PF e pela CGU. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e a individualização das responsabilidades.