PF investiga funcionários da Receita após achar iPhones no lixo
A investigação teve início após a descoberta de dois iPhones novos, ainda lacrados, descartados em uma lixeira dentro do depósito

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira (19/3), a Operação Sine Macula para apurar suspeitas de desvio de mercadorias apreendidas em um depósito da Receita Federal em Ponta Grossa, no Paraná.
A investigação teve início após a descoberta de dois iPhones novos, ainda lacrados, descartados em uma lixeira dentro das dependências do depósito.
Diante da irregularidade, a Receita comunicou o caso à Polícia Federal, que instaurou inquérito para apurar os fatos.
As apurações indicam que servidores terceirizados podem estar envolvidos no esquema.
Com base em diligências e em uma sindicância interna, os investigadores identificaram suspeitos e avançaram na coleta de provas.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados.
O caso é tratado como peculato, crime que envolve a apropriação ou desvio de bens públicos por quem tem acesso a eles em razão da função.
A operação foi batizada de Sine Macula, expressão em latim que significa “sem mancha”, em referência ao compromisso com a integridade na gestão de bens públicos.
Em nota, a Receita informou que a investigação teve início após a constatação, pela própria Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa (PR), de dois aparelhos celulares dentro de uma lixeira nas dependências do depósito. Os aparelhos eram novos e estavam lacrados.
“A partir de sindicância administrativa, identificou-se os possíveis responsáveis. Eles não são servidores públicos, mas trabalhadores terceirizados, sem vínculo funcional com a Receita, que trabalhavam no depósito de mercadorias apreendidas, dando apoio à movimentação de cargas apreendidas”, esclareceu.




