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Mirelle Pinheiro

PF investiga funcionários da Receita após achar iPhones no lixo

A investigação teve início após a descoberta de dois iPhones novos, ainda lacrados, descartados em uma lixeira dentro do depósito

19/03/2026 10:51, atualizado 20/03/2026 12:31
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Divulgação/Receita Federal
Receita Federal - Metrópoles

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira (19/3), a Operação Sine Macula para apurar suspeitas de desvio de mercadorias apreendidas em um depósito da Receita Federal em Ponta Grossa, no Paraná.

A investigação teve início após a descoberta de dois iPhones novos, ainda lacrados, descartados em uma lixeira dentro das dependências do depósito.

Diante da irregularidade, a Receita comunicou o caso à Polícia Federal, que instaurou inquérito para apurar os fatos.

As apurações indicam que servidores terceirizados podem estar envolvidos no esquema.

Com base em diligências e em uma sindicância interna, os investigadores identificaram suspeitos e avançaram na coleta de provas.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados.

O caso é tratado como peculato, crime que envolve a apropriação ou desvio de bens públicos por quem tem acesso a eles em razão da função.

A operação foi batizada de Sine Macula, expressão em latim que significa “sem mancha”, em referência ao compromisso com a integridade na gestão de bens públicos.

Em nota, a Receita informou que a investigação teve início após a constatação, pela própria Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa (PR), de dois aparelhos celulares dentro de uma lixeira nas dependências do depósito. Os aparelhos eram novos e estavam lacrados.

“A partir de sindicância administrativa, identificou-se os possíveis responsáveis. Eles não são servidores públicos, mas trabalhadores terceirizados, sem vínculo funcional com a Receita, que trabalhavam no depósito de mercadorias apreendidas, dando apoio à movimentação de cargas apreendidas”, esclareceu.