PF investiga diretores de faculdade por esquema de falsificação de diplomas
Investigação aponta que a instituição era credenciada apenas para o ensino presencial, mas oferecia cursos em polos no interior do Amapá

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (16/10) a Operação Scientia Simulata, que investiga um esquema de falsificação e emissão irregular de diplomas, históricos escolares e certificados de uma instituição de ensino superior localizada em Macapá (AP).
A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão, com o objetivo de reunir provas sobre o suposto esquema.
Entre os possíveis envolvidos estão dirigentes da instituição de ensino e representantes dos polos educacionais investigados. Os valores supostamente movimentados ainda não foram dimensionados.
De acordo com a PF, a investigação teve início após comunicação do Conselho Regional de Serviço Social do Amapá (CRESS/AP), que identificou inconsistências em documentos apresentados por uma suposta egressa do curso de Serviço Social, incluindo notas padronizadas, declaração de estágio com datas incongruentes e referência a ensino a distância (EaD) não autorizado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroOs levantamentos apontam que a instituição possuía credenciamento apenas para o ensino presencial, mas oferecia cursos em polos no interior do estado, nos municípios de São Joaquim do Pacuí, Amapá, Cutias, Tartarugalzinho e Laranjal do Jari, além de Afuá (PA).
A PF identificou que intermediários locais realizavam matrículas e recebiam mensalidades, inclusive em contas de terceiros.
Assinaturas falsas e rasuras
Os documentos analisados apresentavam indícios de falsidade, como assinaturas supostamente falsificadas, rasuras, páginas em branco e inconsistências cronológicas. Também foram identificadas possíveis irregularidades no registro de diplomas. Em Laranjal do Jari, alunos teriam recebido diplomas após o pagamento de novos valores, sob a justificativa de aproveitamento de estudos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e uso de documento falso.


