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Mirelle Pinheiro

PF: grupo abre contas falsas e aplica golpe de R$ 500 mil em bancos

Segundo a apuração, o objetivo do grupo era utilizar essas contas para contratar empréstimos fraudulentos

06/03/2026 09:18, atualizado 06/03/2026 09:30
Michael Melo/Metrópoles
PF Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia (Gaeco) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (6/3), a Operação Amêndoa Negra, que investiga um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras.

A ação ocorre nas cidades de Itabuna e Entre Rios, com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

As investigações começaram após análise da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (Cefra) da Caixa, que identificou a abertura de 17 contas bancárias com documentos falsos. As contas foram registradas em agências localizadas nas cidades de Conceição do Coité, Prado, Valença e também na capital paulista, São Paulo.

Segundo a apuração, o objetivo do grupo era utilizar essas contas para contratar empréstimos fraudulentos. Os valores obtidos eram rapidamente movimentados, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Até o momento, a polícia estima que as fraudes tenham provocado prejuízo superior a R$ 500 mil às instituições financeiras.

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Durante a investigação, os agentes acompanharam a movimentação dos recursos depositados nas contas abertas com documentação falsa. Esse rastreamento permitiu identificar parte das pessoas beneficiadas pelas transferências e aprofundar a apuração sobre o funcionamento do grupo.

Nesta fase da operação, nove mandados de busca são cumpridos em Itabuna e um em Entre Rios. Os dois mandados de prisão preventiva também são executados em Itabuna.

De acordo com os investigadores, o nome da operação faz referência ao modo de atuação do grupo. A expressão “Amêndoa Negra” simboliza a utilização de camadas de ocultação para esconder a origem e o destino dos valores, como o uso de contas de passagem, laranjas e outros mecanismos para dificultar a identificação dos responsáveis pelas fraudes.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.