Fraudes no INSS: nova fase de operação tem 16 mandados de prisão. Veja vídeo
Nesta etapa, os investigadores cumprem 52 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva
atualizado
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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (18/11), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados aplicados diretamente em aposentadorias e pensões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A fraude foi revelada pelo Metrópoles.
Nesta etapa, os investigadores cumprem 52 mandados de busca e apreensão, 16 de prisão preventiva e outras medidas cautelares, todas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Vice-líder do governo Lula no Senado, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto.
As ordens judiciais estão sendo executadas nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
Em nota, o senador Weverton Rocha afirmou que a decisão da Corte é clara ao reconhecer a ausência de provas que o vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares.
“Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos. Sigo exercendo meu mandato com serenidade e colaborando para o esclarecimento, certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida”, finalizou.
Farra do INSS
- A chamada “Farra do INSS” tornou-se pública em dezembro de 2023, após séries de reportagens do Metrópoles, que denunciaram o aumento drástico das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
- As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas.
- As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
- A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do Metrópoles foram citadas pela PF na representação que originou a operação.
Segundo a PF, a ação tem como objetivo aprofundar as investigações e detalhar o funcionamento da estrutura criminosa responsável por inserir, de forma fraudulenta, descontos em benefícios previdenciários, sem autorização dos aposentados e pensionistas.
Os valores eram debitados mensalmente sob a justificativa de filiação a associações ou entidades que, em muitos casos, sequer tinham relação com os beneficiários.
As apurações apontam indícios de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
Parte dos recursos desviados teria sido pulverizada por meio de contas de terceiros, empresas de fachada e movimentações financeiras atípicas, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com a CGU, o esquema possui alcance nacional e afetou milhares de beneficiários, principalmente idosos, que muitas vezes só percebiam os descontos após longos períodos. Em alguns casos, os valores subtraídos comprometiam parte significativa da renda mensal dos aposentados.
A nova fase da operação busca identificar todos os responsáveis, mapear o caminho do dinheiro e recuperar valores desviados dos cofres públicos e das vítimas. As investigações seguem em andamento e novas fases não estão descartadas.





















