PF consegue nova prisão do megatraficante "Mancha", ligado ao CV e PCC
Com a decisão, Douglas permanece preso e também responderá às acusações decorrentes das investigações conduzidas pela PF

A Polícia Federal informou, nesta quarta-feira (22/7), que conseguiu uma nova prisão preventiva do traficante Douglas de Azevedo Carvalho (foto em destaque), conhecido como “Mancha”, investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas.
A nova ordem foi decretada pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal no Pará, após representação da PF, no âmbito das investigações da Operação Euterpe, deflagrada em 2022, que apura o envio de 320 quilos de cocaína escondidos em uma carga destinada a Portugal.
Segundo a corporação, a nova prisão foi solicitada depois que, no início de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva de Mancha em um dos processos a que responde, substituindo a medida por cautelares diversas.
Apesar da decisão, ele permaneceu preso em razão de outro mandado expedido pela Justiça de Minas Gerais.
Diante desse cenário, a Polícia Federal representou pela decretação de uma nova prisão preventiva no processo relacionado à Operação Euterpe.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO pedido foi acolhido pela Justiça Federal, que expediu, nesta terça-feira (21/7), novo mandado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Com a decisão, Douglas permanece preso e também responderá às acusações decorrentes das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Relembre o caso
Douglas de Azevedo Carvalho foi preso em 15 de março de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após permanecer foragido da Justiça brasileira.
Dois dias depois, foi trazido ao Brasil em uma aeronave da Polícia Federal e encaminhado ao sistema prisional de Minas Gerais.
Conhecido como “Mancha”, ele integrou a lista de alvos prioritários do Programa Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
As investigações apontam que ele seria um dos responsáveis por um esquema que enviou mais de 300 quilos de cocaína ocultos em uma carga de açaí para Portugal, além de responder por suspeitas de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Antes de fugir para a Bolívia, Mancha cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Segundo as investigações, ele rompeu o equipamento de monitoramento em julho de 2024 e passou a ser considerado foragido.
Nas últimas semanas, a situação processual do traficante passou por sucessivas reviravoltas.
O STJ substituiu uma das prisões preventivas por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica.
Antes que a ordem fosse cumprida, porém, a Justiça de Minas Gerais decretou sua prisão temporária na investigação sobre o homicídio de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues.
Posteriormente, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu a prisão preventiva de Mancha no processo relacionado ao tráfico de drogas, acolhendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na decisão, Fachin destacou a gravidade dos crimes atribuídos ao investigado, o risco à ordem pública e o fato de ele já ter descumprido medidas cautelares ao romper a tornozeleira eletrônica e fugir do país.
Segundo a PGR, Mancha é apontado como fundador e principal líder da organização criminosa Tropa do Douglas (TDD), investigada por atuar no tráfico interestadual e transnacional de drogas e por manter vínculos operacionais com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).





