
Mirelle PinheiroColunas

PF apreende “Whisky da Beyoncé” em operação contra Rioprevidência
Diversas garrafas de bebidas de luxo foram apreendidas durante a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (3/2)
atualizado
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Durante a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (3/2), que culminou na prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, os investigadores apreenderam diversas garrafas de bebidas de luxo.
De acordo com apuração da coluna, entre os itens recolhidos há whiskies de alto valor e ampla notoriedade no mercado. Um dos destaques é uma garrafa da marca The Macallan, considerada rara, comercializada por R$ 3.419,10 em lojas virtuais. Chama a atenção o fato de o produto ser oferecido com possibilidade de parcelamento em até 12 vezes.
Entre os materiais apreendidos também aparece uma garrafa do conhecido “whisky da Beyoncé”. Trata-se do SirDavis, marca lançada pela cantora pop em 2024 como uma homenagem ao bisavô. A bebida é produzida em parceria com o grupo Moët Hennessy e o mestre destilador Dr. Bill Lumsden.
Na fotografia registrada no momento em que os produtos são apreendidos, é possível ver outras oito garrafas, de marcas diferentes. Conforme a apuração da coluna, elas custam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.
Não foi divulgado em qual endereço os produtos foram encontrados.
Prisão do ex-presidente
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal na Via Dutra, região sul fluminense, próximo a Rezende. Antunes voltava de uma viagem aos EUA e desembarcou no Aeroporto de Guarulhos.
Em janeiro deste ano, Antunes deixou o comando do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, após se tornar alvo de uma investigação que apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos e corrupção envolvendo investimentos realizados no Banco Master.
Durante a gestão de Antunes e de outros dois ex-dirigentes, o Rioprevidência aplicou quase R$ 1 bilhão em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master — títulos de alto risco que não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
As investigações se concentram em nove aplicações feitas entre 2023 e 2024, as quais, segundo a Polícia Federal, colocaram em risco os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos estaduais.
Operação Barco de Papel
Deivis Marcon Antunes é um dos alvos da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal para apurar irregularidades nos aportes feitos pelo Rioprevidência no Banco Master.
A PF investiga crimes como gestão fraudulenta, crimes contra o sistema financeiro nacional, desvio de recursos públicos, indução da administração pública a erro, fraude a investidores, associação criminosa e corrupção passiva.
Além de Antunes, também foram alvo da operação o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que deixaram seus cargos após o avanço das apurações.










