Mirelle Pinheiro

PF apreende celular de Tanure em aeroporto durante operação contra o Master. Veja vídeo

A nova fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14/1)

atualizado

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Nellson Tanure
1 de 1 Nellson Tanure - Foto: Reprodução/Linkedin

Durante a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, na manhã desta quarta-feira (14/1), a Polícia Federal (PF) apreendeu o celular do empresário e investidor Nelson Tanure (foto em destaque), conhecido no mercado brasileiro por investir em empresas com dificuldades financeiras.

O dispositivo eletrônico foi apreendido no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), quando Tanure se preparava para embarcar em um voo para Curitiba, no Paraná.

Além do mandado de busca e apreensão contra o empresário, a PF também cumpriu mandados em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a familiares dele.

Durante a ação policial, os investigadores apreenderam uma grande quantia em dinheiro, além de carros, joias e relógios importados. As imagens foram divulgadas pela corporação.

O empresário João Carlos Mansur também é alvo na operação. Fundador da Reag Capital Holding, ele já havia estado na mira da PF em outubro de 2025, sob suspeita de contribuir para o esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de investigados ligados ao comércio de combustíveis.

A PF também cumpre mandados de busca na Sefer Investimentos DTVM, Clínica Mais Médicos S.A., Acura Gestora de Recursos LTDA e WNT Gestora de Recursos LTDA.

A nova fase da operação

O novo desdobramento da investigação foi possível a partir da análise de provas reunidas na fase inicial. O material levou os investigadores a identificar indícios adicionais de irregularidades, o que motivou a nova ação contra o grupo investigado.

Banco Central

A operação ocorre em meio a um movimento paralelo no âmbito institucional. Na noite de segunda-feira (12), o Banco Central retirou os embargos de declaração apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que questionavam a decisão do relator, ministro Jhonatan de Jesus, de determinar uma inspeção no órgão regulador sobre procedimentos relacionados ao Banco Master.

A retirada do recurso foi formalizada após reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Com isso, o recurso deixou de ser analisado pelo plenário do tribunal, previsto para o próximo dia 21.

Segundo o presidente do TCU, a Corte não pretende interferir na decisão do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, mas quer ter acesso à documentação para verificar a regularidade do processo. O Banco Central, de acordo com Rêgo, concordou em fornecer as informações solicitadas.

A desistência dos embargos foi registrada oficialmente na manhã de terça-feira (13) pela AudBancos, área técnica do TCU responsável pela fiscalização de processos ligados ao sistema financeiro.

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