PF abre inquérito sobre ataque a tijoladas contra vereadora do PT em MG.
Iara Pimentel foi alvo da violência nesse sábado (24/10), em Montes Claros, durante carreata em apoio ao presidente Lula

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou, em coletiva de imprensa neste domingo (25/10), que a corporação vai instaurar um inquérito para investigar o caso de agressão envolvendo a vereadora Iara Pimentel (PT-MG). Ela foi atacada durante uma carreata realizada nesse sábado (24/10), em apoio ao presidente Lula.
“Sobre a questão de Montes Claros, a nossa delegacia foi procurada hoje pela vítima. Ela foi ouvida, relatou o episódio e há imagens também desse episódio”, informou Andrei.
Segundo o diretor-geral, foi Richard Murad Macedo, superintendente da PF em Minas Gerais, quem informou que uma investigação será aberta.
“Ele me confirmou que será instaurado inquérito no transcorrer do dia, enfim, cumpridas aí as burocracias internas”, finalizou.
Entenda o caso
O episódio ocorreu na Avenida Sanitária, durante uma mobilização em apoio ao atual presidente. De acordo com a assessoria de Iara, o carro de som em que ela estava foi atingido por pedras, tijolos, garrafas de vidro e outros objetos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA vereadora sofreu ferimentos no rosto, desmaiou e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada a um hospital, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação para a realização de exames.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram homens arremessando objetos contra o veículo e os participantes do ato. Nas imagens, algumas pessoas aparecem vestindo camisetas associadas a manifestações de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
Pronunciamento da vereadora
Em nota, a assessoria de Iara Pimentel classificou o episódio como uma ameaça à democracia e afirmou que divergências políticas não justificam agressões. O comunicado também manifestou solidariedade às demais pessoas que teriam sido feridas durante o ataque.
A vereadora reforçou a necessidade de garantir o direito à participação política sem ameaças ou agressões.


