Mirelle Pinheiro

Pânico ao ver PF fez homem jogar R$ 429 mil pela janela e virar alvo

Com cerca de R$ 400 mil em espécie, o objeto foi arremessado por Igor Paganini durante a chegada dos investigadores

atualizado

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Divulgação/PF
Mala de janeiro pela janela
1 de 1 Mala de janeiro pela janela - Foto: Divulgação/PF

O homem que arremessou uma mala com R$ 429 mil em espécie do alto de um prédio não era alvo da Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Barco de Papel. No entanto, após a atitude, ele passou a integrar o foco das investigações.

Identificado como Igor Paganini, ele lançou a mala pela janela no momento em que investigadores chegavam ao edifício onde ele estava, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso ocorreu na última quarta-feira (11).

Segundo a PF, o objetivo da ação era localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido ocultados após o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, se tornar alvo da operação.

Ao chegarem ao Edifício Paganini, no Centro da cidade, os investigadores foram surpreendidos com a cena: um homem, que até então não constava como suspeito, arremessou uma mala recheada de dinheiro pela janela do apartamento.

Além da quantia em espécie, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia.

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Além da quantia em espécie, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia
Com cerca de R$ 400 mil em espécie, o objeto foi arremessado por Igor Paganini durante a chegada dos investigadores
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Com cerca de R$ 400 mil em espécie, o objeto foi arremessado por Igor Paganini durante a chegada dos investigadores

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Polícia Federal

Banco Master

Deivis Marcon Antunes é apontado como o principal responsável por autorizar e conduzir aplicações de alto risco da Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central do Brasil.

Entre novembro de 2023 e julho de 2024, cerca de R$ 970 milhões do fundo de aposentadoria dos servidores do Rio de Janeiro teriam sido direcionados a esses papéis.

Para os investigadores, os investimentos foram aprovados sem respaldo técnico compatível com a natureza conservadora exigida de um fundo previdenciário, o que pode ter exposto recursos públicos a risco elevado.

A prisão de Deivis, ocorrida na segunda fase da operação, não se restringe às decisões financeiras. A PF sustenta que ele teria atuado para obstruir a investigação, incluindo o apagamento de dados, a remoção de documentos físicos e a tentativa de ocultação de patrimônio.

A Polícia Federal segue analisando o material apreendido para identificar possíveis auxiliares na movimentação e ocultação dos bens, além de apurar se houve pagamento de vantagens indevidas em troca da aprovação das aplicações.

Deivis permanece preso e à disposição da Justiça.

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