Mirelle Pinheiro

“Pâncreas rompido”: massagem cardíaca mal feita causou morte de bebê

Inicialmente, a mãe o padrasto da menina foram considerados suspeitos, mas a polícia descartou a hipótese de homicídio doloso

atualizado

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Agatha Ester Santos Barbosa
1 de 1 Agatha Ester Santos Barbosa - Foto: Reprodução/Facebook

Após três meses desde a morte da bebê Agatha Ester Santos Barbosa (foto em destaque), a  Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), concluiu o inquérito que apurou a causa do óbito.

A criança morreu em 10 de maio deste ano, quando tinha apenas 1 ano e 6 meses. Ela já chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra, em Vila Velha (ES). As investigações constataram que a menina morreu em decorrência de uma reanimação mal feita, que causou lesões em seus órgãos.

O delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, detalhou as investigações. “Diante dos elementos apresentados naquele momento, o delegado entendeu que a causa da morte teria sido uma ação dolosa do namorado da mãe, com omissão por parte dela, diante das lesões encontradas no corpo da vítima. Assim, foi lavrado o auto de prisão em flagrante dos dois”, explicou o delegado-geral.

À época o casal foi detido, mas acabou solto 17 dias depois. “Foram ouvidas testemunhas, analisada a vida pregressa da família, e foi possível comparar o laudo cadavérico com os relatos sobre a tentativa de reanimação feita pelo namorado da mãe. A intenção dele era salvar a criança, mas, com uso excessivo de força, acabou causando a morte”, explicou Arruda.

“Desde o início de maio, a criança já estava sendo acompanhada pela UPA de Riviera da Barra, recebendo medicação e passando por consultas com o pediatra. As testemunhas, incluindo profissionais da creche que a bebê frequentava, relataram que a mãe era zelosa e o namorado era visto como uma pessoa carinhosa e calma. Inclusive, as próprias filhas dele, também menores, demonstraram afeto por ele”, contou a delegada Raffaella Aguiar,da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).

O laudo cadavérico de Agatha indicou lesões torácicas e ruptura no pâncreas. “Em casos de bebês, a manobra de ressuscitação cardiopulmonar deve ser feita com os dedos. No entanto, no desespero, o namorado da mãe usou as mãos.”

À polícia, o padrasto da criança explicou que tentou reanimar a criança e depois a levou imediatamente à UPA, onde também foi realizada a manobra.

“Não podemos afirmar se a manobra inadequada foi feita por ele ou na própria UPA. O que é certo é que as lesões são compatíveis com a técnica aplicada de forma incorreta, mas sem dolo”, relatou a delegada.

Após toda a análise dos elementos colhidos durante a investigação, a delegada chegou à conclusão do inquérito.

“Concluímos que não houve dolo por parte do namorado e nem omissão por parte da mãe. Solicitamos à Justiça que revogasse a prisão dos dois, o que foi deferido e relatamos o inquérito ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) sugerindo o arquivamento”, completou.

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