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Mirelle Pinheiro

Pai de menino de 3 anos tentou simular afogamento após morte do filho

O advogado Igor Gustavo e a madrasta da criança, Kathellen Moreira, foram presos. O laudo aponta que o menino sofreu violência

07/08/2026 09:05
Imagem cedida ao Metrópoles
Pai de menino de 3 anos tentou simular afogamento após morte do filho

As investigações preliminares da Polícia Civil do Tocantins apontam que o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado morto na última segunda-feira (3/8), tentou criar um cenário para simular que a criança havia se afogado na piscina.

Diferentemente do que foi divulgado inicialmente, Gustavo teria morrido ainda na noite de domingo (2/8). Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, após a morte da criança, o advogado ficou até as 16h30 do dia seguinte tentando construir uma versão que sustentasse a hipótese de afogamento e afastasse sua responsabilidade pelo crime.

Na noite dessa quarta-feira (6/8), a Polícia Civil prendeu o pai do menino e a madrasta, Kathellen Moreira.

O caso

Gustavo Veloso, de apenas 3 anos, foi encontrado morto na casa do pai na segunda-feira (3/8), em Palmas (TO).

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Segundo a certidão de óbito obtida pela coluna, a causa da morte foi choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal (reto) e violência sexual (anal).

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), Igor Gustavo compareceu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil na tarde de segunda-feira para comunicar a morte do filho.

Em depoimento, ele afirmou que encontrou a criança sem vida pela manhã, mas alegou que, por estar emocionalmente abalado, só conseguiu procurar a polícia horas depois.

Durante a perícia na residência, os investigadores encontraram elementos que levaram a Polícia Civil a tratar o caso como morte suspeita, o que resultou na instauração de um inquérito.

As investigações são conduzidas pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, que já ouviu familiares e testemunhas para esclarecer as circunstâncias da morte.

Medidas

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) suspendeu cautelarmente Igor Gustavo Veloso de Sousa do exercício da advocacia.

Em nota, a entidade informou que a medida tem caráter cautelar e permanecerá em vigor até a instauração e a análise do respectivo procedimento disciplinar pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED).

“A OAB Tocantins reafirma seu compromisso com os princípios históricos que regem o exercício da profissão e a atuação da OAB”, frisou.