Operação Chihuahua: PF investiga grupo que enviou 270 brasileiros aos EUA
PF estima que cada migrante tenha pagado cerca de US$ 20 mil ao grupo. Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões dos investigados

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), em Central de Minas (MG), operação para desmontar um grupo suspeito de contrabandear migrantes. A associação criminosa é apontada como responsável pelo envio ilegal de mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre 2021 e 2024.
Batizada de Operação Chihuahua, a ofensiva cumpre 16 mandados de busca e apreensão no município. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados à quadrilha.
O esquema
A PF identificou que o principal suspeito organizava toda a logística das viagens, desde a saída do Brasil, por via aérea, até a entrada irregular nos Estados Unidos. O ingresso em território norte-americano ocorria pelo México.
Esse homem teria, segundo a PF, montado, em conjunto com o irmão e braço-direito, além de outros sete investigados, uma complexa estrutura para ocultar o patrimônio da organização criminosa.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO grupo operava sete empresas responsáveis pela movimentação de um alto volume financeiro. Durante o período analisado pela PF, o conglomerado empresarial teria movimentado cerca de R$ 270 milhões, dos quais quase R$ 12 milhões teriam sido provenientes do contrabando de migrantes.
A PF estima que cada migrante tenha pagado cerca de US$ 20 mil pela promessa de emigração.
Lavagem de dinheiro
A PF realizou análises com o objetivo de rastrear a movimentação de recursos e identificar possíveis mecanismos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita.
No âmbito das medidas cautelares autorizadas pela Justiça, foi deferida a expedição de mandados de busca e apreensão de veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de assegurar a efetividade das medidas de constrição patrimonial determinadas judicialmente.
A investigação também apontou o uso de empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores.


