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Mirelle Pinheiro

OAB-TO afasta pai de menino de 3 anos achado morto com sinais de abuso

Gustavo Veloso está temporariamente suspenso. A criança morreu na segunda-feira (3/8), enquanto estava sob os cuidados do pai

06/08/2026 06:43, atualizado 06/08/2026 07:17
Material cedido ao Metrópoles
OAB-TO afasta pai de menino de 3 anos achado morto com sinais de abuso

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) decidiu suspender cautelarmente o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai do menino Gustavo Veloso Feitosa (foto em destaque), encontrado sem vida e com sinais de violência na última segunda-feira (3/8). Igor e a madrasta da criança foram presos na noite dessa quarta-feira (5).

Em nota oficial, a entidade afirmou que a medida possui natureza cautelar e permanecerá vigente até a instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina (TED).

“A OAB Tocantins reafirma seu compromisso com os princípios históricos que regem o exercício da profissão e a atuação da OAB”, finalizou.

A certidão de óbito do menino aponta que a morte teria sido causada por uma série de violências. O documento, ao qual a coluna teve acesso, aponta como causas do óbito choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal (reto) e violência sexual (anal).

O caso

O corpo de Gustavo foi encontrado após o pai, Igor Gustavo, comparecer à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil, na tarde da última segunda-feira, para comunicar o óbito.

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De acordo com o relato do advogado, Gustavo foi encontrado sem vida na residência pela manhã. No entanto, em razão do abalo emocional, o pai afirmou que só conseguiu procurar a polícia horas depois.

Durante os levantamentos iniciais realizados no local, foram identificados elementos que levaram a autoridade policial a tratar o caso como morte suspeita, o que motivou a instauração de inquérito para apurar as circunstâncias da morte da criança.

O caso é investigado pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. Testemunhas e familiares começaram a ser ouvidos ainda na noite de segunda-feira.