Mirelle Pinheiro

O que os celulares dos técnicos podem revelar sobre matança na UTI. Veja vídeo

Celulares e computadores poderão ajudar a PCDF a descobrir detalhes da ação e a possibilidade de existir outras vítimas

atualizado

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Arte Metrópoles/Lara Abreu
funcionarios hospital anchieta (1)
1 de 1 funcionarios hospital anchieta (1) - Foto: Arte Metrópoles/Lara Abreu

Os celulares e computadores dos técnicos de enfermagem que mataram três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), serão analisados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos, estão presos.

O objetivo da quebra de sigilo é acessar pesquisas e possíveis trocas de mensagens entre os suspeitos.

A análise também ajudará a polícia a descobrir se os técnicos fizeram outras vítimas, além das três já confirmadas.

“Ao término do inquérito principal, que foca nas três mortes, nós vamos instaurar um novo inquérito policial para apurar outras mortes que possam ter ocorrido durante os plantões deles, não só só no Hospital Anchieta, como em outros hospitais que eles tenham trabalhado ao longo da carreira”, revelou o delegado Maurício Iacozzilli.

O delegado detalhou que será feito um cruzamento de dados com mortes que tenham ocorrido no dia dos plantões dos suspeitos para verificar se há similaridade com os homicídios já constatados.

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Marcos Vinícius Silva
O suspeito tem 24 anos
O homem é apontado como líder do grupo
O técnico de enfermagem confessou os crimes
Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta
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Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta

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Marcos Vinícius Silva
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Marcos Vinícius Silva

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O suspeito tem 24 anos
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O suspeito tem 24 anos

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O homem é apontado como líder do grupo
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O homem é apontado como líder do grupo

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O técnico de enfermagem confessou os crimes
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O técnico de enfermagem confessou os crimes

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Injeção de desinfetante

As investigações apontam que o grupo teria sido responsável pelas mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

No caso da professora aposentada, o homem ainda injetou mais de 10 seringas de desinfetante no organismo da mulher. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada.

Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes afirmando que aplicavam apenas medicamentos indicados pelos médicos. Contudo, ao serem confrontados com as provas dos crimes, os investigados confessaram o crime sem apresentar arrependimento, demonstrando frieza.

A investigação deverá indiciá-los pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima.

O hospital

O caso passou a ser investigado após denúncias do próprio hospital, que percebeu circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

Com base nas evidências, fruto da investigação interna, o Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos, os quais já haviam sido desligados da Instituição.

“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça.”

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