Mirelle Pinheiro

No DF, paquistanês cobrava até R$ 57 mil para levar migrantes aos EUA

Segundo apuração da coluna, o principal alvo da operação é o paquistanês Sami ur Rahman, que vive em Samambaia (DF)

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra traseira de carro preto com logotipo da Polícia Federal - Metrópoles - Foto: Divulgação/ SP

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (19/11), o líder de uma organização criminosa transnacional especializada no contrabando de migrantes do sul da Ásia para os Estados Unidos.

A quadrilha cobrava entre US$ 4 mil e US$ 11 mil, equivalente a R$ 21 mil e R$ 57 mil respectivamente, por pessoa para realizar o trajeto ilegal, que começava no Brasil e seguia por rotas terrestres e marítimas até a fronteira mexicana.

Segundo apuração da coluna, o principal alvo da operação é o paquistanês Sami ur Rahman, que vive em Samambaia (DF) e já tinha sido condenado anteriormente por crimes ligados ao tráfico de pessoas e corrupção.

Mesmo após a condenação, ele teria continuado atuando no esquema, responsável por coordenar valores, rotas, captação de clientes e logística internacional.

A operação, batizada de Rota Ilegal, foi deflagrada pela PF no Distrito Federal, onde funcionava a célula do grupo.

Rotas

Os migrantes eram instruídos a solicitar refúgio no Brasil e, em seguida, eram encaminhados por “rotas seguras” até a fronteira dos EUA, passando por Peru, Equador, América Central e México.

A Justiça Federal autorizou mandados de busca e apreensão, prisão temporária, além do bloqueio de bens, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos, embarcações, aeronaves e criptoativos, até o limite de R$ 5,94 milhões, valor equivalente ao montante estimado movimentado pela quadrilha.

A PF calcula que o grupo movimentou ao menos US$ 1,1 milhão (aproximadamente R$ 5,94 milhões) em cinco anos, sem contar ganhos paralelos obtidos com venda de documentos falsos, orientações pagas online e monetização de canais digitais voltados para migrantes interessados em chegar aos EUA.

A investigação teve apoio de agências internacionais e segue sob sigilo. Novos alvos podem ser identificados a partir da análise de celulares, computadores e documentos apreendidos.

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