Mulheres são presas por vender medicamentos abortivos pela internet
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, inclusive pessoas que atuariam em outros estados

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta quarta-feira (23/7), duas mulheres suspeitas de integrar um esquema de comercialização ilegal de medicamentos abortivos pela internet. As prisões ocorreram durante uma operação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, em conjunto com o Ministério Público.
As suspeitas foram localizadas em Maricá e Duque de Caxias. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram medicamentos abortivos, celulares, cartões bancários e máquinas de pagamento.
A investigação começou após uma mulher procurar a Deam para denunciar que tentou comprar os medicamentos pela internet, mas afirmou ter sido lesada durante a negociação.
Segundo a Polícia Civil, as apurações identificaram um grupo estruturado que utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para anunciar e vender ilegalmente os medicamentos.
De acordo com os investigadores, além de comercializar os produtos, as suspeitas orientavam as compradoras sobre a forma de utilização dos remédios e acompanhavam todo o procedimento.
A investigação também aponta que integrantes do grupo trocavam mensagens sobre os casos e comemoravam a conclusão dos abortos após o uso dos medicamentos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAinda segundo a polícia, o esquema oferecia acompanhamento durante o procedimento mediante pagamento adicional, incluindo cobrança extra para atendimento no período noturno.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira. Como os medicamentos foram encontrados nas residências das investigadas, elas foram autuadas em flagrante.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, inclusive pessoas que atuariam em outros estados, e esclarecer a origem e a cadeia de distribuição dos medicamentos comercializados ilegalmente.





