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Mirelle Pinheiro

Mulheres são presas por vender medicamentos abortivos pela internet

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, inclusive pessoas que atuariam em outros estados

23/07/2026 11:25
Divulgação/PCERJ
Mulheres são presas por vender medicamentos abortivos pela internet

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta quarta-feira (23/7), duas mulheres suspeitas de integrar um esquema de comercialização ilegal de medicamentos abortivos pela internet. As prisões ocorreram durante uma operação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, em conjunto com o Ministério Público.

As suspeitas foram localizadas em Maricá e Duque de Caxias. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram medicamentos abortivos, celulares, cartões bancários e máquinas de pagamento.

A investigação começou após uma mulher procurar a Deam para denunciar que tentou comprar os medicamentos pela internet, mas afirmou ter sido lesada durante a negociação.

Segundo a Polícia Civil, as apurações identificaram um grupo estruturado que utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para anunciar e vender ilegalmente os medicamentos.

De acordo com os investigadores, além de comercializar os produtos, as suspeitas orientavam as compradoras sobre a forma de utilização dos remédios e acompanhavam todo o procedimento.

A investigação também aponta que integrantes do grupo trocavam mensagens sobre os casos e comemoravam a conclusão dos abortos após o uso dos medicamentos.

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Ainda segundo a polícia, o esquema oferecia acompanhamento durante o procedimento mediante pagamento adicional, incluindo cobrança extra para atendimento no período noturno.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira. Como os medicamentos foram encontrados nas residências das investigadas, elas foram autuadas em flagrante.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, inclusive pessoas que atuariam em outros estados, e esclarecer a origem e a cadeia de distribuição dos medicamentos comercializados ilegalmente.