Mirelle Pinheiro

Mulher se apaixona por dentista em consulta, vira stalker e é presa

Justiça acata denúncia e determina exame de insanidade mental da acusada

atualizado

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Conselho Imagem ilustrativa de mulher em dentista - Metrópoles
1 de 1 Conselho Imagem ilustrativa de mulher em dentista - Metrópoles - Foto: Getty Images

Uma mulher foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por crimes de perseguição (stalking), ameaça e desobediência, após ter supostamente assediado um dentista e sua namorada por cerca de cinco anos. A Justiça aceitou a denúncia nessa quinta-feira (13/2) e determinou sua prisão preventiva, além de um exame de insanidade mental para avaliar sua condição psíquica.

A acusada segue presa preventivamente, uma vez que descumpriu medidas cautelares que proibiam qualquer tipo de contato com as vítimas. O caso, que ocorreu em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, ganhou repercussão pela gravidade das ações da mulher, que incluem ameaças, publicações difamatórias e invasões a espaços frequentados pelo casal.

A perseguição ao dentista começou há cerca de cinco anos, quando a acusada foi atendida em seu consultório odontológico. Desde então, segundo a denúncia, ela teria idealizado um relacionamento amoroso fictício com o profissional e passado a assediá-lo incessantemente.

Com o início do relacionamento do dentista com sua atual namorada, a mulher passou a perseguir também a companheira dele, intensificando os ataques e as tentativas de contato. Durante anos, ela teria utilizado perfis falsos em redes sociais, enviado inúmeras mensagens, feito ameaças diretas e até comparecido clandestinamente aos locais frequentados pelo casal.

Diante da insistência da perseguição, a Justiça determinou medidas cautelares para tentar conter a investigada. Entre as restrições, estavam:
• Proibição de contato com as vítimas e seus familiares, por qualquer meio
• Obrigação de manter distância mínima de 200 metros das vítimas, suas casas e locais de trabalho
• Proibição de fazer menção aos nomes, imagens ou referências às vítimas em redes sociais

No entanto, a mulher ignorou as determinações, chegando a publicar um texto em suas redes sociais com múltiplas citações caluniosas e vexatórias sobre as vítimas. Além disso, anexou à publicação uma cópia da decisão judicial que havia recebido momentos antes e continuou enviando mensagens ao dentista por e-mail.

Diante do descumprimento reiterado das ordens judiciais, o Juízo da Vara Regional de Garantias de Balneário Camboriú acatou o pedido do MPSC e determinou sua prisão preventiva, justificando que a medida era necessária para garantir a ordem pública e a segurança das vítimas.

Exame de insanidade mental 

Além da prisão preventiva, a Justiça autorizou um incidente de insanidade mental para verificar a condição psicológica da acusada. O exame será realizado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em Florianópolis, e o processo ficará suspenso até a conclusão da avaliação.

A decisão judicial também determinou que o Facebook remova a publicação na qual a investigada expôs a decisão judicial contra ela.

 

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