
Mirelle PinheiroColunas

Mulher que encomendou assassinato após “feitiço falhar” vai a júri
A vidente passou a sugerir que a eliminação da atual parceira do homem seria a única saída para “desfazer o bloqueio amoroso”
atualizado
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A mulher acusada de participar da tentativa de homicídio contra a companheira do ex-marido vai enfrentar o Tribunal do Júri nesta quarta-feira (9/12), em Chapecó (SC).
O caso, ocorrido em 2019, ganhou grande repercussão no estado por envolver um plano que começou com um suposto ritual para reatar um relacionamento e terminou em um atentado a tiros no centro da cidade.
Segundo a denúncia, a ré procurou uma cartomante na tentativa de reconquistar o ex-companheiro.
O serviço incluía um “trabalho espiritual” pelo qual ela pagou. Quando o feitiço não teria surtido efeito, a vidente passou a sugerir que a eliminação da atual parceira do homem seria a única saída para “desfazer o bloqueio amoroso”.
As investigações apontam que o marido da cartomante assumiu a execução do crime, contratando um atirador paraguaio para simular um latrocínio.
O valor combinado pelo assassinato, de R$ 35 mil e R$ 15 mil, teriam sido pagos antecipadamente.
Em 3 de junho de 2019, a vítima foi surpreendida no centro da cidade e atingida por três tiros na cabeça. Ela sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes. O atirador fugiu em uma motocicleta e foi preso minutos depois.
A denúncia também cita que, após o atentado, a cartomante passou a exigir mais dinheiro da cliente para deixar a cidade com o marido. Sob ameaça de morte contra ela e o próprio neto, a mulher entregou cheques que somavam R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.
Condenações já aplicadas
O processo envolve vários réus. Três deles já foram condenados:
• Atirador paraguaio: 15 anos e 8 meses de prisão (25/11/2021).
• Cartomante: 4 anos por extorsão (maio/2022).
• Marido da cartomante: 12 anos por participação na trama (maio/2022).
