Mirelle Pinheiro

MP faz operação contra bicheiro Rogério de Andrade e 19 policiais

Entre os alvos, estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado

atualizado

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Reprodução/Web
Rogério Andrade
1 de 1 Rogério Andrade - Foto: Reprodução/Web

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (10/3) operação para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança que atuavam na região de Bangu, na zona oeste do Rio.

Entre os alvos, estão 18 policiais militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado, que teria sido cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo.

A ação conta com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil.

Segurança armada

A denúncia apresentada pelo Ministério Público é resultado de investigação conduzida pelo próprio Gaeco no âmbito de um Procedimento de Investigação Criminal (PIC).

De acordo com os promotores, os denunciados integravam um esquema responsável por garantir a segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar ligados ao grupo comandado por Rogério de Andrade.

Segundo o MPRJ, os integrantes do núcleo utilizavam atos sistemáticos de corrupção para assegurar o funcionamento das atividades criminosas e evitar interferência policial.

Os investigados foram denunciados pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, com agravante pela participação de servidores públicos e pela conexão com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.

Mandados

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e estão sendo cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.

Uma das ordens judiciais também é cumprida na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Ministério Público, os policiais militares denunciados atuavam em diferentes unidades da corporação, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas, o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas e os 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º batalhões da Polícia Militar.

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