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Mirelle Pinheiro

MP denuncia Adilsinho, PM e mais dois por morte de advogado no Rio

O advogado Rodrigo Crespo foi morto em 2024. Um policial militar foi preso nesta segunda (24/8), e outros três suspeitos foram denunciados

25/08/2026 07:17
Arte/Metrópoles
Adilsinho e seu “Braço de Guerra”

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou e obteve a decretação da prisão preventiva de quatro acusados de envolvimento no homicídio do advogado Rodrigo Crespo, morto a tiros no Centro do Rio, em 26 de fevereiro de 2024. Nessa segunda-feira (24/8), a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra o policial militar da ativa Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, lotado no 15º Batalhão da PM.

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, já estavam presos, e os mandados de prisão foram cumpridos em 20 de agosto. Rafael Ferreira Silva, conhecido como Cachoeira, é considerado foragido pela Justiça.

A decretação da prisão preventiva dos quatro investigados foi pedida pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ).

De acordo com a denúncia, Adilsinho, apontado como uma das principais lideranças da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”, encomendou o assassinato do advogado por considerar que sua atuação representava risco aos seus interesses na exploração do mercado de apostas on-line, as bets.

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À época do crime, os chamados “contraventores” estavam se inteirando sobre a entrada no lucrativo mercado de bets, segmento em que Rodrigo Crespo manifestava interesse em investir.

As investigações revelaram que ele, inclusive, já buscava financiadores para a implantação de um empreendimento de grande porte, além de ter exposto a intenção de abrir um “sports bar” com máquinas semelhantes às caça-níqueis, universo historicamente dominado pelos bicheiros.

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O crime ocorreu em frente ao local onde ele trabalhava, no Centro do Rio
O advogado Rodrigo Crespo foi morto a tiros em fevereiro de 2024
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O advogado Rodrigo Crespo foi morto a tiros em fevereiro de 2024

Reprodução/Redes sociais
O crime ocorreu em frente ao local onde ele trabalhava, no Centro do Rio
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O crime ocorreu em frente ao local onde ele trabalhava, no Centro do Rio

Reprodução

O crime

“Os elementos de investigação indicam que a escolha do local, do horário e do modo de execução não foi aleatória, havendo fortes indícios de que a organização buscou conferir ao crime caráter ostensivo e intimidatório, com o propósito de transmitir uma mensagem de poder e dissuasão a potenciais concorrentes ou a terceiros que viessem a contrariar seus interesses econômicos/criminosos”, descreve a denúncia.

A denúncia também aponta que Ryan fez a vigilância da vítima nos dias anteriores ao homicídio, identificando os locais e horários favoráveis à execução. Os denunciados Renato e Rafael, por sua vez, forneceram apoio operacional e monitoraram Rodrigo até o momento do crime, permanecendo dentro do veículo utilizado pelo executor.

A análise de diversas evidências técnicas revelou que Renato e Rafael estiveram no local do homicídio, bem como em diversos pontos do trajeto percorrido pelo veículo empregado na fuga dos executores. A apuração constatou, inclusive, que os dois se deslocaram para a região onde está localizado o sítio utilizado por Rafael como esconderijo.

Além de receber a denúncia do Gaeco pelo crime de homicídio qualificado, o Juízo da 3ª Vara Criminal determinou a manutenção de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima pelo prazo de três anos e decretou a suspensão do exercício das funções públicas e do porte de arma do policial militar Renato Lopes.