Mirelle Pinheiro

Mestres da manipulação: PCDF desmantela quadrilhas faturavam com golpe

A investigação, conduzida pela Seção de Investigação Geral (SIG) da 14ª DP, durou seis meses

atualizado

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1 de 1 PCDF - Foto: PCDF/Divulgação

A 14ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal (Gama) deflagrou, ao longo desta semana, a Operação Voz de Loki, que mirou três organizações criminosas especializadas em golpes de estelionato contra moradores do Gama.

A ação resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em Cubatão, Guarujá e na capital paulista, em uma operação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo.

A investigação, conduzida pela Seção de Investigação Geral (SIG) da 14ª DP, durou seis meses e revelou a atuação de grupos estruturados que aplicavam golpes conhecidos como “falso advogado” e “falsa central bancária”.

Nesses esquemas, criminosos se passavam por gerentes de banco e orientavam as vítimas, por telefone, a realizar operações em seus próprios aplicativos, procedimentos que, na prática, entregavam o controle das contas bancárias aos golpistas.

Lavagem de dinheiro e estrutura profissionalizada

Com base em relatórios do Coaf, os investigadores identificaram empresas de fachada usadas para lavar o dinheiro obtido nos crimes, além de um sofisticado sistema de comunicação para dificultar o rastreamento das ligações.

Os grupos utilizavam mais de 500 linhas VoIP, permitindo mascarar origens, trocar ramais e manipular números de identificação.

A operação focou no núcleo operacional das quadrilhas, as pessoas que realizavam ligações, conduziam conversas longas com as vítimas e coordenavam o acesso às contas bancárias.

Prejuízos altos e vítimas manipuladas por horas

Três vítimas do esquema denunciaram prejuízos expressivos de R$ 29.828, R$ 59.443 e R$ 69.726,91.

Em um dos casos, uma vítima permaneceu três horas seguidas em ligação com os golpistas, obedecendo a cada instrução passada pelos estelionatários, acreditando falar com representantes oficiais do banco.

Essa característica, a manipulação psicológica em tempo real, inspirou o nome da operação. Voz de Loki faz referência ao deus nórdico conhecido pela capacidade de enganar deuses e mortais por meio da mentira, astúcia e manipulação.

Nos endereços alvo, a Polícia Civil apreendeu computadores, celulares, dólares, artigos de luxo e dispositivos eletrônicos usados para a prática dos golpes. Um dos investigados já havia sido preso anteriormente por crime da mesma natureza e responde atualmente em liberdade.

Integração entre as polícias e impacto social

A operação reforça a integração entre a Polícia Civil do DF e a Polícia Civil de São Paulo, essencial para o enfrentamento ao crime interestadual.

Segundo a 14ª DP, investigações envolvendo estelionato com grande impacto social têm sido priorizadas, especialmente devido ao alto dano financeiro e emocional causado às vítimas.

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