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Mirelle Pinheiro

Médica é executada a tiros em bar após acionar botão do pânico contra o ex

Elyne de Assis estava com amigos quando um homem se aproximou e atirou duas vezes contra ela. Vítima tinha medida protetiva contra o ex

03/11/2026 17:15, atualizado 03/11/2026 17:36
Reprodução
Médica é executada a tiros em bar após acionar botão do pânico contra o ex

A médica Elyne de Assis Nogueira (foto em destaque), de 39 anos, foi assassinada a tiros dentro de um bar em Brasiléia, no interior do Acre, na noite dessa segunda-feira (2/11). Ela estava com amigos quando um homem se aproximou da mesa onde estava e disparou duas vezes contra ela.

De acordo com a Polícia Civil, o ex-companheiro da médica, Francisco Valadares Neto, está sendo investigado por envolvimento no assassinato. Ele é procurador municipal de Brasiléia, advogado e ex-vereador.

O crime foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento. Nas imagens, o suspeito aparece com um capacete preto e um boné vermelho por baixo. Ele veste uma blusa azul-escura de mangas compridas e uma calça bege.

Em seguida, caminha até a mesa de Elyne, saca uma arma e atira duas vezes contra a médica.

Testemunhas que estavam com a vítima relataram à polícia que ela tinha uma medida protetiva contra Francisco e vinha sofrendo ameaças. Segundo os depoimentos, o homem teria passado diversas vezes pela rua onde fica o bar naquela noite.

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Ainda conforme os relatos, Elyne chegou a acionar o botão do pânico, dispositivo destinado a mulheres protegidas por medidas judiciais. A central de monitoramento entrou em contato com a médica por telefone, mas nenhuma equipe teria sido enviada ao estabelecimento.

Após o assassinato, a Polícia Militar do Acre (PMAC) foi acionada e encontrou a médica caída no chão, com sangramento na região da cabeça. Ela já aparentava estar sem sinais vitais. A morte foi confirmada pela equipe de perícia que esteve no local.

Repercussão

A governadora do Acre, Mailza Assis, publicou uma nota de pesar nas redes sociais e lamentou a morte da médica, que também era servidora pública municipal e estadual.

“Elyne atuava na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva e no Hospital Regional do Alto Acre, dedicando seu trabalho ao cuidado com a saúde da população. Uma vida interrompida de forma tão violenta é uma perda irreparável. Como mulher e governadora, manifesto meu repúdio a esse crime e reforço a importância de que as circunstâncias sejam rigorosamente investigadas e os responsáveis, identificados e responsabilizados”, escreveu.

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) também se manifestou. Em nota, a entidade classificou o assassinato como uma grave violência contra profissionais da saúde e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão da médica.

O conselho ainda destacou a necessidade de garantir a segurança dos profissionais que atuam no atendimento à população.

Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou, em nota, que o caso continua sob investigação da Polícia Civil, responsável pelas diligências para esclarecer o crime.